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Os governos europeus chegaram a um acordo inicial para ajudar a Grécia, dando partida ao primeiro resgate destinado a um Estado-membro nos últimos 11 anos.
"A decisão de ajudar a Grécia foi um acordo inicial entre os estados-membros", disse fonte da coligação alemã que acompanha de perto as negociações à Reuters.
A mesma fonte revelou que várias opções serão consideradas e que, apesar de nenhuma decisão final ter sido tomada, o mais provável é que ocorra "uma ajuda bilateral".
Estas informações são, até agora, o sinal mais fortes de que a União Europeia tentará conter a crise de confiança que está derrubando os mercados mundiais.
A decisão surge no mesmo dia em que o Financial Times Deutschland noticiou que o governo alemão já teria preparado um pacote de ajuda para a Grécia, e dois dias antes da reunião informal da União Europeia, onde se espera que o déficit grego seja discutido.
Joaquin Almunia, comissário europeu para os assuntos econômicos, disse na quinta-feira passada (4), no Parlamento Europeu, que esperava que os estados-membros ajudassem a Grécia, mostrando ao país que a UE reconhecia os seus esforços para melhorar a situação das contas públicas.
"Espero que os dirigentes europeus digam às autoridades gregas que, em troca dos seus esforços, a Grécia poderá contar com o nosso apoio", pediu Almunia dirigindo-se ao Parlamento.
"Este apoio não é gratuito, isso seria lançar as bases para desequilíbrios futuros", acrescentou. "É um apoio claro - nós dispomos de instrumentos para garantir esse apoio - em troca de um compromisso claro. O governo grego deverá assumir as suas responsabilidades", concluiu Almunia.
O ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, disse à Reuters que estava certo de que a União Europeia iria ajudar a Grécia em caso de necessidade, mesmo que os tratados europeus não previssem esse resgate.
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