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O Equador ficará com ao menos 85% da receita do petróleo nos novos contratos que pretende assinar com as companhias privadas e que as transformará em meras prestadoras de serviços, disse nesta terça-feira (17) o ministro de Recursos Naturais Não Renováveis, Wilson Pástor.
O sócio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) avança num plano para que as petrolíferas estrangeiras cedam a totalidade de sua produção ao Estado em troca do pagamento de uma taxa fixa por cada barril de petróleo produzido.
"Nós vamos aumentar a participação (do Estado) a não menos que 85% do rendimento distribuível do excedente econômico", disse Pástor a jornalistas.
Atualmente, o Estado tem em média 65% das receitas do petróleo. As negociações sobre os novos contratos entre o Estado e as empresas começarão em 23 de agosto.
O funcionário esclareceu que o Estado considera a receita petrolífera como o resultado do preço do barril de petróleo descontados os custos de operação e as amortizações.
O Estado planeja oferecer às empresas entre 15% e 18% de rentabilidade para os investimentos que se realizem em campos já em produção, e de entre 18% e 22% para os blocos e reservas novos.
O Equador produz uma média de 470 mil barris de petróleo por dia, dos quais 56% são gerados pelas empresas públicas, enquanto que os outros 44% fazem parte da cota das companhias privadas.
Operam no país andino Repsol-YPF, Petrobras, Andes Petroleum e Eni.
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