A entrega de 244 aeronaves pela Embraer em 2009, acima dos 242 previstos, animou analistas de mercado e investidores que, por sua vez, não acreditavam que a meta seria atingida, principalmente em um ano de crise para o setor aéreo.
Segundo Daniela Bretthauer, analista do setor de transportes da Raymond James, entretanto, é motivo de preocupação a redução da carteira de pedidos (backlog) da Embraer, que em apenas um ano recuou 20,5%, de US$ 20,9 bilhões para US$ 16,6 bilhões.
"Além disso, mais de 50% desta carteira está concentrada nas mãos de apenas três empresas: a JetBlue, a Azul e a Hainan Airlines [da China]. Isso é preocupante", diz Daniela.
A analista destaca ainda que previa 67 entregas no quarto trimestre de 2009, enquanto o número foi de 91.
"O grande destaque do trimestre e de todo o ano de 2009 foi o número de entregas de aviões executivos", afirma.
No ano passado, a companhia entregou 122 aviões comerciais, 115 executivos e sete para o segmento de defesa. Em 2008, foram 162 comerciais, 36 executivos e seis de defesa.
O bom resultado das entregas da Embraer fez com que as ações da companhia (EMBR3) ficassem na tarde de terça-feira entre as três maiores altas do Ibovespa, o principal índice acionário do mercado brasileiro.
Às 16h11 (horário de Brasília), a alta era de 1,89%, a R$ 9,72.
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