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O anúncio da Embraer de que fez 41 entregas de jatos durante o primeiro trimestre deste ano - o que é menos do que a previsão de 57 aeronaves - não caiu bem para os analistas da Bradesco Corretora.
Na visão dos profissionais da corretora, o volume menor do que o esperado poderá ter impacto negativo sobre as ações da empresa no curto prazo, "considerando o desempenho negativo do segmento comercial e a diminuição contínua da carteira de pedidos da empresa", destaca relatório assinado pelo analista de investimentos José Cataldo.
O número de jatos comerciais atingiu apenas 21 aeronaves no trimestre, contra 32 unidades no mesmo período do ano passado e as 28 estimadas pelos analistas, o que deve resultar em receita e margens menores.
Segundo destaca o relatório da Bradesco Corretora, a empresa entregou ainda 19 jatos executivos e uma aeronave do governo, também menos que as estimativas. A carteira de pedidos da Embraer também diminuiu - de US$ 16,6 bilhões no primeiro trimestre de 2009 para US$ 16 bilhões agora.
"A empresa eliminou 22 jatos da sua carteira comercial, que caiu de 265 para 243 unidades, e reduziu a sua opção de 722 para 679 jatos", ressalta a corretora.
Os analistas do Bradesco mantém avaliação de "performance de mercado" para os papéis ordinários da empresa, com preço-alvo de R$ 14.
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