Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

Ind. Têxtil

Encontrados produtos tóxicos no vestuário de 14 grandes marcas

Brasil Econômico   - Por Diário Económico | Com Lusa
23/08/11 07:51


Adidas, a Uniqlo, a Calvin Klein, a Li Ning, a H&M, a Abercrombie & Fitch, a Lacoste, a Converse e a Ralph Lauren estão entre as marcas acusadas

Adidas, a Uniqlo, a Calvin Klein, a Li Ning, a H&M, a Abercrombie & Fitch, a Lacoste, a Converse e a Ralph Lauren estão entre as marcas acusadas

Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

Vestígios de substâncias químicas tóxicas, capazes de infectar os órgãos reprodutivos de seres vivos, foram detectados em produtos de 14 grandes fabricantes de vestuário, anunciou nesta terça-feira (23/8) o Greenpeace em Pequim.

Entre as marcas citadas pela organização não governamental de defesa do ambiente figuram a Adidas, a Uniqlo, a Calvin Klein, a Li Ning, a H&M, a Abercrombie & Fitch, a Lacoste, a Converse e a Ralph Lauren.

A Greenpeace comprou em 18 países várias peças de vestuário destas marcas, fabricadas na China, no Vietnã, na Malásia e nas Filipinas e posteriormente submeteu as peças para análise.

"Éthoxylates de nonylphénol (NPE) foram detectados em dois terços destas amostras", explicou Li Yifang durante a apresentação do relatório "Dirty Laundry 2", em Pequim.

Os éthoxylates de nonylphénol (NPE) são produtos químicos frequentemente utilizados como detergentes em numerosos processos industriais e na produção de tecidos naturais e sintéticos. Derramados nos esgotos, decompõem-se em nonylphénol (NP), um subproduto muito tóxico.

"O nonylphénol é um perturbador hormonal", destacou Li Yifang, afirmando que a substância pode contaminar a cadeia alimentar e acumular-se nos organismos vivos, ameaçando a fertilidade, o sistema de reprodução e o crescimento.

"Não é apenas um problema para os países em desenvolvimento, onde são fabricados os produtos. Como quantidades residuais de NPE são libertadas quando o vestuário é lavado, os produtos são derramados em países onde o seu uso é proibido", insistiu Li Yifang.

No mês passado, a Greenpeace tornou público o "Dirty Laundry", um relatório que mostrou como os fornecedores das grandes marcas têxteis poluem a água de certos rios chineses com as suas descargas químicas.

Na sequência desta publicação, as marcas Puma e Nike comprometeram-se a eliminar dos seus processos de fabricação qualquer substância química tóxica até 2020.

Em contrapartida, a Adidas limitou-se "a um comunicado vago, sem compromisso da sua parte", indicou Li Yifang.


Comentários

Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA