Adidas, a Uniqlo, a Calvin Klein, a Li Ning, a H&M, a Abercrombie & Fitch, a Lacoste, a Converse e a Ralph Lauren estão entre as marcas acusadas
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Vestígios de substâncias químicas tóxicas, capazes de infectar os órgãos reprodutivos de seres vivos, foram detectados em produtos de 14 grandes fabricantes de vestuário, anunciou nesta terça-feira (23/8) o Greenpeace em Pequim.
Entre as marcas citadas pela organização não governamental de defesa do ambiente figuram a Adidas, a Uniqlo, a Calvin Klein, a Li Ning, a H&M, a Abercrombie & Fitch, a Lacoste, a Converse e a Ralph Lauren.
A Greenpeace comprou em 18 países várias peças de vestuário destas marcas, fabricadas na China, no Vietnã, na Malásia e nas Filipinas e posteriormente submeteu as peças para análise.
"Éthoxylates de nonylphénol (NPE) foram detectados em dois terços destas amostras", explicou Li Yifang durante a apresentação do relatório "Dirty Laundry 2", em Pequim.
Os éthoxylates de nonylphénol (NPE) são produtos químicos frequentemente utilizados como detergentes em numerosos processos industriais e na produção de tecidos naturais e sintéticos. Derramados nos esgotos, decompõem-se em nonylphénol (NP), um subproduto muito tóxico.
"O nonylphénol é um perturbador hormonal", destacou Li Yifang, afirmando que a substância pode contaminar a cadeia alimentar e acumular-se nos organismos vivos, ameaçando a fertilidade, o sistema de reprodução e o crescimento.
"Não é apenas um problema para os países em desenvolvimento, onde são fabricados os produtos. Como quantidades residuais de NPE são libertadas quando o vestuário é lavado, os produtos são derramados em países onde o seu uso é proibido", insistiu Li Yifang.
No mês passado, a Greenpeace tornou público o "Dirty Laundry", um relatório que mostrou como os fornecedores das grandes marcas têxteis poluem a água de certos rios chineses com as suas descargas químicas.
Na sequência desta publicação, as marcas Puma e Nike comprometeram-se a eliminar dos seus processos de fabricação qualquer substância química tóxica até 2020.
Em contrapartida, a Adidas limitou-se "a um comunicado vago, sem compromisso da sua parte", indicou Li Yifang.
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