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Eleições 2010

Empresas de TI alertam candidatos sobre apagão de mão de obra

Carlos Eduardo Valim   (cvalim@brasileconomico.com.br)
26/08/10 20:14


Uma das principais críticas das entidades diz respeito ao papel das empresas estatais de informática

Uma das principais críticas das entidades diz respeito ao papel das empresas estatais de informática

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O segmento de software pede do próximo governo um esforço para diminuir o déficit de profissionais qualificados que prejudica a expansão dos negócios e para estimular a iniciativa privada por meio de seus contratos, já que o setor público é um dos principais consumidores de tecnologia no país.

Ontem, entidades representantes de tecnologia da informação (TI)_divulgaram um documento com propostas de políticas a serem entregues aos candidatos a cargos federais e estaduais.

Para a elaboração do texto, pela primeira vez, as mais importantes associações do setor foram reunidas - Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sociedade Brasileira para Promoção da Exportação de Software (Softex) e Associação dos Usuários de Informática e Telecomunicações (Sucesu).

Atualmente, o déficit de mão-de-obra no setor é de 71 mil de profissionais, e poderá chegar a 200 mil em 2013. Com a meta das entidades de ampliar de 3,5% para 5,3% a participação de TI no PIB até 2020, será necessário multiplicar por dois o número de pessoas, acrescentando 750 mil postos de trabalho.

Segundo o presidentes da Abes, Gérson Schmitt, os currículos dos cursos superiores de informática estão muito voltados às plataformas de software abertas, que não exigem pagamento de royalties ou licenças por uso e que dependem da receita de serviços.

Mas, como a prestação de serviços exige mais mão-de-obra que o desenvolvimento de software, o governo estaria estimulando o aumento do déficit, defende. "Essas pessoas acabam concorrendo entre si, baixando seus salário, enquanto há falta de gente especializada em outras plataformas tecnológicas", diz.

Outra crítica diz respeito ao posicionamento das empresas estatais como concorrentes da iniciativa privada nos contratos públicos. "Queremos o estado como parceiro", disse Schmitt, que também é sócio da catarinense Paradigma Tecnologia de Negócios .

Uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em junho passado, permitiu a contratação de serviços que forem considerados estratégicos diretamente ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) sem a necessidade de realizar licitações.


Comentários

Robert Silva, | 28/08/10 05:18
Essa realidade de falta de profissionais possui duas vertentes ou mais, vou citar duas.
1 - Existem profissionais qualificados no mercado, porem estes nao se sujeitam aos salarios exdruxulos praticados pelo mercado e acabam por atuar como consultores independentes.

2 - As empresas privadas, assim como as agencias de RH falham no processo de selecao. O primeiro erro ja acontece na especificacao do cargo, a exigencia de um profissional que conheca e tenha experiencia
de A a Z, existe este profissional, dificil. Eu nao daria garantia ao servico praticado. Este erro comum e' cometido nao so' pelo pequeno empresario que tentar reduzir a folha de pagamento mensal, isso tambem acontece em grandes empresas de TI. Agora calcule o valor dos danos causados caso o "profissional-faz-tudo" cometa um erro em processo critico para a empresa?? Alguns erros sao irreparaveis, como a perda de clientes e nao para ai, com isso vem ainda o marketing negativo e talvez uma multa ou processo legal.
Bom, mudar a grade curricular das universidades vai resolver. Sim, se a atitude das empresas tambem mudar.

Robert


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