Começam hoje (14) as temporadas da Fórmula 1 e da Indy. Com elas, também é dada a largada à disputa entre Band e Globo por cobertura e audiência. Nessas, quem come poeira é a noticia.
Neste início de temporada, não são apenas pilotos e equipes que brigam pela dianteira nas principais categorias do automobilismo.
A disputa das emissoras de televisão pela cobertura e a audiência desses eventos é uma guerra à parte.
Este ano, a abertura da Fórmula Indy no Brasil deu ainda mais combustível à competição televisiva. A Band investiu quase R$ 50 milhões para realizar a prova em São Paulo, valendo-se também de uma antiga relação com a Indy Racing League (IRL).
Desde 1985, a emissora transmite as corridas e ajudou a dar popularidade à categoria com as vitórias de Emerson Fittipaldi. Agora, pela primeira vez, vai produzir e transmitir as imagens de uma prova para 177 países.
Uma missão para os 300 funcionários que estarão no autódromo montado na região do centro de exposições do Anhembi.
"É a maior transmissão esportiva que já fizemos", enaltece o vice-presidente da emissora Marcelo Meira. Para mostrar os carros de frente, de lado e de costas, como os gringos gostam, foram instaladas 33 câmeras de alta definição em diferentes pontos do circuito.
"São 11 a mais do que os americanos usam normalmente", detalha José Emílio Ambrósio, diretor-geral de esportes.
O posicionamento dos equipamentos foi definido em acordo com os técnicos da IRL. Duas dessas câmeras são capazes de registrar até 1.100 quadros por segundo - suficiente para captar a asa um beija-flor em voo. Tanto esforço e tecnologia, porém, não são suficientes para ameaçar a liderança da Globo, voltas à frente da concorrente.
Na transmissão das 500 milhas de Indianápolis, principal prova da Indy, os índices de audiência da Band ficam entre quatro e seis pontos no Ibope. A expectativa é que o GP de São Paulo atinja, no máximo, essa média.
Enquanto isso, na Globo uma transmissão da Fórmula 1 chega a registrar 12 pontos nas manhãs de domingo. Em 2010, o interesse pela competição deve ser ainda maior com a volta do heptacampeão Michael Schumacher e a estreia do brasileiro Bruno Senna.
"É um evento consolidado, que está na programação há mais de 30 anos", diz o produtor-executivo e especialista em televisão Ricardo Valladares. Na disputa pela audiência, porém, muitas vezes os critérios jornalísticos são jogados para fora da pista. Band e Globo, mesmo sendo parceiras em transmissões de futebol, não tiram o pé quando se trata de automobilismo.
"As emissoras hoje não têm muito comprometimento com a informação e a notícia, muitas vezes, passa a ser o que interessa comercialmente", diz Rafael Plastina, da consultoria esportiva Informídia.
Por exemplo, não dá para esperar que a Globo cubra a Indy como ela merece. Apesar de ser a primeira prova de ponta nas ruas de São Paulo, a emissora informou que deve se limitar a dar a orientações sobre o trânsito no local.
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na minha opiniao a globo deve se curvar e sera uma questao de tempo para nas proximas etapas da sao paulo indy 300,que a mesma brigue por uma fatia na transmissao da categoria mais competitiva do automobilismo mundial, a unica aonde o ultimo tem chance de vencer ao contrario da rival formula 1 aonde so ganha quem tem dinheiro