A ministra do Meio Ambiente, Isabel Teixeira, acredita que o inventário de emissões fará parte dos negócios corporativos
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Por iniciativa voluntária, os dados referentes às emissões de carbono de 35 empresas do porte da Petrobras, Vale, Ambev, Embraer podem ser acessados, a partir de hoje (24) , no Registro Público de Emissões de Gases de Efeito Estufa do país.
Somadas, as emissões desse grupo representam quase 89 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2e, medida que vale para o carbono e outros gases do efeito estufa) ou 4% do total lançado na atmosfera pelo Brasil em 2005 - ano base do inventário divulgado em 2009.
O registro e a metodologia adotados para os inventários são ações do Programa Brasileiro GHG Protocol (Protocolo Brasileiro de Gases do Efeito Estufa, na sigla em inglês), desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI) com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) e tiveram a assessoria do Centro de Estudos Sustentáveis da Fundação Getúlio Vargas (GVces).
Com dois anos de atuação no Brasil, o programa reúne 60 grandes empresas.
"Parte delas também integra o Empresas pelo Clima, programa da FGV voltado para a gestão e a criação de bases regulatórias para a economia de baixo carbono", explica Mario Monzoni, coordenador da iniciativa.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, que esteve ontem na apresentação do registro dos inventários em São Paulo, "essas empresas formam uma nova base de relações econômicas visando a consolidação da Política Nacional do Clima".
Mais competitivas
Da mesma forma, o presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Fernando Rei, frisou que os inventários podem ser a base para o estabelecimento das metas por setores da indústria na política de mudança do clima no estado de São Paulo.
"Essas empresas se anteciparam e vão cumprir a legislação com mais rapidez do que as outras, o que as torna mais competitivas", afirmou.
De acordo com as medições, as indústrias de transformação respondem pela maior parte das emissões inventariadas (89%), seguidas pelo setor de mineração (10%).
Saneamento, energia, agrícola, serviços financeiros e serviços públicos estão incluídos no restante 1%. No setor de transformação, petroquímica e combustíveis são as indústrias que mais emitiram.
A mineração de não-metálicos ficou em segundo e a metalurgia em terceiro lugar. Segundo o GVces, o carbono emitido por essas empresas equivale ao estoque de 356 milhões de árvores da Amazônia ou 200 mil hectares de floresta.
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