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Commodities

Economia cresce e estimula a recuperação dos metais

Conrado Mazzoni e Micheli Rueda   - (cmazzoni@brasileconomico.com.br) | (mrueda@brasileconomico.com.br)
27/03/10 07:27


O minério de ferro caminha para o mês de abril aguardando a definição da tendência sobre o tipo de contrato a ser firmado

O minério de ferro caminha para o mês de abril aguardando a definição da tendência sobre o tipo de contrato a ser firmado

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Ensaiando os primeiros passos fora da crise econômica, o cenário é de alta para as commodities metálicas em geral, graças ao carro-chefe chinês.

Ainda sem o mesmo peso de antes, as cotações dos contratos futuros dos metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) evidenciam um horizonte mais promissor para a indústria de mineração.

A melhora da economia e, consequentemente, demanda mais aquecida por matérias-primas, ganha relevo com cotações mais elevadas no mercado internacional.

A alta nos preços tem motivado uma reação das empresas, já visível nos planos de investimento. "As companhias estão acreditando mais, aquele projeto que estava em cima do muro está voltando ao papel, além dos projetos novos", afirma o gerente de dados econômicos do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), Antônio Lannes.

O instituto faz um levantamento de quanto as empresas vão investir em mineração no Brasil por um período de cinco anos. Para o quinquênio de 2008 a 2012 eram previstos US$ 57 bilhões. Depois, de 2009 a 2013, esses investimentos caíram para US$ 47 bilhões.

O mais recente estudo do Ibram, concluído neste mês, contemplando 2010 até 2014, indica aportes de US$ 49,8 bilhões - o principal montante em minério de ferro.

Apetite global

Se os sinais de aquecimento estão presentes no Japão e na Alemanha, na Índia e na China o vigor impressiona. Parte disso, no caso do dragão chinês, reflete os pesados investimentos anunciados pela China há pouco mais de um ano, quase exclusivamente voltados à infraestrutura.

Olhando mais à frente, vale destacar também o ambiente promissor no Brasil, recheado por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a agenda de eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas.

"O consumo chinês tem compensado a redução da demanda nos Estados Unidos, no Japão e na Europa", opina Alexandre Gallotti, analista de mineração e siderurgia da Tendências Consultoria.

"Há uma retomada razoável nos preços, apesar de não se ter atingido o nível pré-crise".

Metais em destaque

Sob uma ótica mais específica, a cotação do cobre está nas alturas, ao passo que o maior produtor mundial, o Chile, passou por um grande terremoto.

Quanto ao níquel, a Tendências Consultoria projeta que o preço registre crescimento de 6% em 2010 e encerre cotado a US$ 15.500 por tonelada. Já para o alumínio e cobre é previsto um aumento de 32% e 43% nas cotações, respectivamente.

A expectativa é que o alumínio feche o ano vendido a US$ 2.200 por tonelada e o cobre a US$ 7.350 por tonelada.

Alexandre Gallotti, da Tendências, lembra que durante a crise o níquel chegou a custar US$ 10 mil por tonelada, "um patamar limite para não prejudicar a indústria", hoje voltou para os US$ 19 mil por tonelada.

"Vários outros metais ainda vão ter recuperação da demanda em torno de 5% a 10%, porque outros mercados consumidores, como a Europa, poderão ter algum contratempo.

Se França, Itália e Alemanha não se recuperarem a taxas de 2% ao ano, o mercado estará estagnado", interpreta Ricardo Jacomassi, da Lafis.

Usado para a produção do aço inoxidável, destinado a construções mais sofisticadas e produção de bens duráveis, o níquel tem maior correlação com a economia europeia.

Contratos do minério de ferro à mesa

Depois da mudança no estilo de formação de preços no ano passado, quando imperaram as negociações no mercado à vista (spot), o minério de ferro caminha para o mês de abril aguardando a definição da tendência sobre o tipo de contrato a ser firmado entre mineradoras e siderúrgicas, consumidoras do produto para a fabricação do aço.

Que vai haver um reajuste para cima, restam poucas dúvidas. O preço spot do minério de ferro entregue à China pelo Brasil tem se mantido em US$ 130 a tonelada.

No auge da crise, chegou a US$ 60 a tonelada e variou em torno de US$ 100 a tonelada no ano passado.

A Vale já informou oficialmente que implementou uma nova política comercial, que envolve uma abordagem mais flexível com relação aos preços do minério de ferro, inclusive quanto a sua forma de venda.

"Tal política reflete a realidade de mercado e as necessidades específicas de cada cliente", disse a empresa.


Comentários

RONIDEZ, SANTOS | 27/03/10 13:22
VIXE...AGORA VAI, PÁ RIBA MMXM3!!!!!!!! QUERO TU A 35,00 NO FIM DE ANO!!!


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