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Câmbio

Diretor da Fiesp convoca combate à política chinesa

Michele Loureiro   (mloureiro@brasileconomico.com.br)
05/03/10 17:24


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A postura econômica da China foi um dos pontos altos do debate sobre as perspectivas da taxa de câmbio para 2010, que aconteceu nesta sexta-feira (5), na Fundação Getulio Vargas (FGV).

O encontro contou com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O diretor de Relações Internacionais e de Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti, acusou a Organização Mundial do Comércio (OMC) de ser omissa em relação a postura comercial adotada pela China, que segundo ele "impossibilita a concorrência leal".

"Como órgão controlador das relações comerciais, a OMC tem se mostrado omissa e acredito que a entidade precisa focar a questão com mais seriedade", afirmou.

O diretor disse que se questiona "como convencer a China a aderir ao sistema de câmbio flutuante".

"O câmbio fixo adotado naquele país impossibilita que as demais economias possam concorrer de igual para igual. Precisamos de que seja imposta uma salvaguarda para que os chineses sejam forçados a exercer um câmbio decente".

Giannetti afirmou que houve queda de US$ 30 bilhões na exportação de manufaturados em 2009.

"Cada US$ 1 bilhão em produtos manufaturados representa 60 mil empregos diretos. A China está roubando nossos postos de trabalho e os reflexos da crise só não foram maiores porque o Brasil está consideravelmente solidificado", destacou.

O diretor ressaltou a intenção de compor uma comissão de representantes industriais de diversos países e levar o problema para ser tratado no G-20.

"Estamos conversando com países que se sentem prejudicados com a falta de competitividade provocada pela postura chinesa. O México, por exemplo, importa US$ 34 bilhões da China e exporta apenas US$ 4 bilhões. O déficit das relações bilaterais com a China só tende a aumentar caso nenhuma providência seja tomada".

Segundo o representante da Fiesp, as leis de taxação de câmbio do país complicam ainda mais a situação.

"Temos uma legislação de 40 anos atrás, quando o sinal era reverso e o país apreciava a entrada de dólares. Agora vivemos um outro momento, onde o Brasil precisa se atentar para a valorização da moeda. Falta agilidade e modernização do Banco Central para melhorar isso", defendeu Giannetti.

Em posição oposta ao diretor, o professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas, Luiz Carlos Bresser-Pereira destacou que o Brasil não deve se aliar aos países desenvolvidos para combater a China.

"Não podemos nos deixar levar por países europeus e os Estados Unidos para mudar essa situação de falta de competitividade. Temos medidas internas que amenizam isso, elevar o câmbio para algo entre R$ 2,40 e R$ 2,50 seria uma solução."


Comentários

ronaldo, santos | 08/03/10 19:21
fazer o que????não é culpa dos chineses que vendem barato,e sim do governo desonesto e ladrão que comanda os brasileiros como se fossem um bando de cachorros.se eles baixassem os impostos isso mudaria!!


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