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Desastre

Demitido no Chile responsável por alertas de tsunami

Brasil Econômico   - Por Álvaro Tapia/Reuters
05/03/10 17:38


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As Forças Armadas chilenas demitiram nesta sexta-feira (5) o responsável do setor encarregado de emitir alertas de tsunamis no país.

Essa foi a primeira demissão depois de o sistema falhar durante um dos terremotos mais fortes nos últimos cem anos, ocorrido em 27 de janeiro.

As Forças Armadas afirmaram, em comunicado, que determinaram uma investigação para apontar responsabilidades na sequência de erros que, segundo meios locais, fez com que o alerta de tsunamis fosse ativado tarde demais e depois retirado, quando as ondas gigantes se dirigiam à costa chilena.

"O comandante-em-chefe das Forças Armadas resolveu retirar de seu cargo o diretor do Serviço Hidrográfico e Oceonográfico das Forças Armadas com o objetivos de restabelecer a credibilidade e confiança nesse importante organismo técnico", afirmou o comunicado.

Mariano Rojas será substituído por Patricio Carrasco.

Segundo a mídia chilena, o erro das Forças Armadas por não decretar o alerta de tsunami no momento certo poderia ter evitado a morte de pessoas que foram atingidas pelas ondas gigantes em povoados do litoral.

Apesar da certa confusão sobre o número de mortos, as autoridades identificaram 276 cadáveres e há relatos de dezenas de desaparecidos nas área atingidas pelos tsunamis.

O comandante-em-chefe das Forças Armadas chilenas, almirante Edmundo González, ordenou também uma revisão dos protocolos e procedimentos em caso de desastres do Serviço Hidrográfico e Oceanográfico.

O Chile, um dos países com maior atividade sísmica do planeta, dispõe de um moderno sistema de alerta de tsunamis ao longo de seus 4.000 quilômetros da costa.

O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico das Forças Armadas é encarregado de receber a informação e determinar se existe o perigo de tsunami.

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