A herdeira de Caio Prado Júnior, Yolanda Cerquinho da Silva Prado, comprometeu seu patrimônio pessoal para salvar a editora
Comunidade
Lançamentos e estreia no comércio eletrônico são as estratégias da empresária para colocar a editora nos trilhos.
Aos 80 anos, Yolanda Cerquinho da Silva Prado, mais conhecida como Danda Prado, é uma mulher atenta às novidades, daquelas que se irritam quando o smartphone quebra, levando com ele toda sua agenda de telefones e compromissos. Algo inaceitável para os tempos atuais.
A tecnologia mudou sua forma de trabalhar, conta a presidenta da Brasiliense, uma das mais tradicionais editoras do país, fundada em 1943 pelo intelectual Caio Prado Júnior, pai da empresária. A tecnologia afetou não só sua vida pessoal.
"Eu ainda me lembro do linotipo e do problema que dava quando uma letrinha caía. Hoje podemos imprimir qualquer coisa e sai direito. O melhor é que as editoras podem realmente focar na parte da produção", afirma Danda.
"E as coisas estão mudando rápido, já tem livro até com cheiro de chocolate. Daqui a pouco alguém aparece com um livro que fala. Não podemos ficar para trás", afirma.
Danda tem pressa. A evolução no mercado editorial brasileiro, com a profissionalização das empresas e a entrada de investidores internacionais, tem tornado o setor cada vez mais competitivo. E muitas empresas familiares como a Brasiliense sucumbiram ou foram devoradas pelos novos tempos.
Exemplos não faltam, como a tradicional José Olímpio, fundada em 1931, e que acabou adquirida pela Grupo Editorial Record em 2001, tornando-se mais um selo dentro da editora.
Este não é o destino que Danda quer para a Brasiliense. Mas os tempos não são fáceis.
A editora, que em 1985 ocupou o primeiro lugar em vendas do mercado paulista, coma comercialização de 3 milhões de exemplares, há dois anos passa por uma reestruturação, que já consumiu R$ 1,5 milhão de recursos da empresária, colocados para manter o negócio em operação.
As dificuldades não são o tema preferido da empresária, que escolhe falar dos planos para o futuro.
"Se olharmos para as estatísticas de mercado, que contam que as pessoas leem dois, três livros por ano, e repararmos nas bibliotecas abandonadas, claro que ficamos assustados com as perspectivas", afirma.
Isso não significa, porém, que pretenda desistir. Profissionais do mercado contam que foi por pouco que a Brasiliense não sucumbiu aos problemas financeiros, fruto não só das mudanças no mercado, mas também de problemas de administração.
Danda, que está à frente da editora desde a morte do irmão Caio Graco Prado em 1992, só começou a atuar na parte financeira da empresa há uns três anos. Atualmente administra o negócio com ajuda de duas amigas, ambas médicas, Cleide Almeida e Luciana Nobile.
Juntas, parece, estão dando um jeito na empresa. As dívidas com fornecedores são pequenas, garante, só alguns atrasos de pagamentos, que vêm sendo quitados gradualmente. Hoje, o pensamento está no futuro.
"Temos meta de repetir a performance de 2009 e lançar 20 títulos em 2010", afirma.
Em 2008, a situação da empresa era mais difícil e foram colocadas no mercado apenas 11 obras.
A presidenta acredita que a Brasiliense pode voltar a ser lucrativa em 2010. E nada de falar em vender o negócio - mesmo coma falta de herdeiros interessados em participar da sua gestão no momento.
Seus planos são outros, o desenvolvimento do portal de comércio eletrônico e também da loja própria, no bairro de Pinheiros, que abriga a nova sede da empresa-obrigada a se mudar do bairro paulistano do Tatuapé para cortar custos.
A Brasiliense edita hoje cerca de mil títulos, dentre eles a famosa coleção Primeiros Passos, com 337 exemplares.
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Sou jornalista, 46 anos, com 23 de experiência em redação jornalística, publicitária e literária. Também sou autor de livros, com 4 publicações impressas e uma virtual. Mas é como revisor de textos que me interesso em realizar trabalhos para a editora. Posso apresentar trechos de uma revisão diferenciada em que, quando necessário, faço sugestões ao autor em relação à sonoridade da frase, evitar palavras repetidas e outras dicas que não interferem no conteúdo da obra. Moro em Minas. Portanto, o trabalho será via internet.
Muito grato,
Silvio Reis
Espero que entre os lançamentos previstos para este ano esteja "As covas gêmeas", o primeiro livro genuinamente policial da Brasiliense. Não há nada melhor do que a injeção de oxigênio novo para ajudar no "respiro" financeiro de uma editora do porte da Brasiliense.
Caros Profissionais da Editora Brasiliense.
Através desse veículo, venho transpor o desejo de contactar aos senhores; para fins literários, busco fugir do corporativismo tolo, o qual atravanca nossa cultura. Como autor pôde ter algumas das minhas criações expandida ao público, há alguns meses fora feito um convite, pela jornalista Regina Azevedo, a mesma idealizou um virtual book, o qual reúne alguns poemas de minha autoria, título Banquetes de Amores. Até Outubro uma música de minha autoria fora a mais pedida "The Remains Of This Love", obviamente fora bastante executada na rádio Câmera FM/DF. Infelizmente algumas rádios pelo Brasil são inadimplentes, ou seja, não repassam ao Ecad. Recebo dezenas de propostas todos os dias de espanhóis e norte-americanos para ilustrações e tradução do virtual book, não obstante, motivação não existe para dizer um simples, sim! Sabemos que virtual book não gera receita, sendo assim, o autor nada ganha. Em Janeiro de 2008 recebi alguns elogios de um dos autores mais lido da atualidade, Paulo Coelho, esse elogio surgiu por causa de um blues o qual canto, Eu sou O Nada Perto de Tudo, desse momento em diante mantivemos contato, trocávamos poemas e falávamos sobre literatura. Hoje com vinte e sete anos, sinto-me inserido na inércia desse país, refém de um corporativismo burro! Estou a escrever um romance há alguns anos... Sem saber o que será do mesmo... Caros profissionais da Editora Brasiliense, será que ao escrever esse e-mail aos senhores verei uma transformação de estado? Aguardo por uma resposta, desejo a todos paz e muita luz aos seus destinos... Desde sempre muito obrigado.
Quinta-feira, 11 de novembro de 2010.
Luih Rocha.
sinto muito por saber que ,esta empresa esta passando por isto,nos 4 anos que trabalhei , nesta editora foi os mais cultos da minha vida,dona danda sempre convicta e inabalavel diante da situcao da empresa, a forca constroi e a herdade destroi
Já que está reformulando a editora, bem que poderia fazer o pagamento dos funcionários que foram demetidos e não receberam nada.
estou torcendo pela recuperaçao da empresa,Dona Danda merece pelo esforço de manter esta empresa independente dos problemas enfrentados .
Força Dona Danda e Colaboradores