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Resumo do Dia

Dados limitam movimento e Ibovespa recua 0,14%

Micheli Rueda   (mrueda@brasileconomico.com.br)
11/03/10 18:40


"O movimento observado nesta sessão será recorrente em 2010", diz Álvaro Bandeira, economista-chefe da Ágora Corretora

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O dia foi de pouca oscilação nas principais praças acionárias ao redor do globo. As bolsas operaram de lado, enquanto os investidores absorviam a agenda carregada de indicadores.

A protagonista de toda a apreensão observada nesta quinta-feira (11) foi a China. 

A inflação ao consumidor do gigante asiático atingiu o pico de 16 meses em fevereiro, o que aliado a uma economia em pleno crescimento corrobora para a ideia de Pequim promover novo aperto monetário.

Nos Estados Unidos, novos números sobre o mercado de trabalho limitaram os ganhos das praças americanas. O Departamento de Trabalho informou que os pedidos de auxílio-desemprego atingiram 462 mil, menos que a medição passada, mas levemente acima das estimativas do mercado (460 mil).

Internamente, o destaque ficou por conta do resultado do Produto Interno Bruto (PIB). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a economia brasileira cresceu 4,3% no quarto trimestre em comparação com igual período em 2008. No acumulado de 2009, o indicador caiu 0,2%.

"O mercado está em processo de acomodação para, talvez, subir um pouco mais", avalia Álvaro Bandeira, economista-chefe da Ágora Corretora.

Segundo ele, o movimento observado nesta sessão será recorrente em 2010, quando serão verificadas realizações de lucros pontuais.

Ao término dos negócios, o Ibovespa marcou desvalorização de 0,14%, aos 69.884 pontos. O volume financeiro total negociado pela bolsa brasileira foi de R$ 5,85 bilhões.

Vale e Petrobras, empresas de maior peso no índice paulista, contribuíram para o desempenho do bolsa brasileira. As ações preferenciais da mineradora caíram 0,80%, enquanto que as da petrolífera tiveram ligeira apreciação de 0,13%.

Destaques

Entre as ações que compõem o índice, os papéis ordinários da OGX Petróleo e Gás Participações (OGXP3) foram os que ganharam mais (+4,64%), para R$ 17,80.

De acordo com o diretor da Ágora Corretora, os ganhos das ações da OGX estariam ligados às negociações de ativos de petróleo que ocorrem no mercado secundário.

Na outra ponta, as units ordinárias do América Latina Logística (ALLL11) registraram a maior queda (-2,48%), para R$ 16,47.

Petróleo

Em Nova York, o petróleo do tipo WTI, para entrega em abril, subiu US$ 0,01, a US$ 82,10 o barril. Já em Londres, o Brent, com vencimento também em abril, recuou 0,3%, a US$ 80,28 o barril.


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