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Construção

Cúpula da Cyrela revisa projeções em janeiro

Érica Polo   (epolo@brasileconomico.com.br)
26/12/11 12:28


Em 2012, Cyrela estima lançamentos entre R$ 8,7 bilhões e R$ 9,8 bilhões

Em 2012, Cyrela estima lançamentos entre R$ 8,7 bilhões e R$ 9,8 bilhões

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Construtora considera reduzir o volume de lançamentos para 2012 com objetivo de evitar formação de estoques e também reforça aposta na baixa renda.

A cúpula da Cyrela se reunirá em janeiro para definir a necessidade de revisar as projeções de vendas e lançamentos para 2012.

"Os números estimados, em minha visão, estão adequados. Mas são passíveis de mudança, com viés para baixo, sobretudo no item lançamentos", disse José Florêncio Rodrigues, vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores da empresa, em entrevista ao Brasil Econômico.

O valor geral de vendas (VGV) da Cyrela, para 2012, foi fixado num intervalo entre R$ 8 bilhões a R$ 8,9 bilhões, alta de até 16% sobre 2011, enquanto os lançamentos, em faixa de R$ 8,7 bilhões a R$ 9,8 bilhões - alta de até 15%.

A necessidade de ajustar ou não os indicadores, garante o executivo, vem de uma opção estratégica e não de sinais de retração da economia. "A questão é que preferimos lançar num ritmo menor e vender essas unidades", disse. Ele explica que a Cyrela vê mudanças no perfil do comprador, que está se tornando cada vez mais seletivo na hora de escolher o imóvel.

"Os produtos que não forem bem lançados podem trazer problemas de estoques". A empresa também vem diminuindo a terceirização de seus canteiros de obras, causa dos atrasos em algumas delas, diz Rodrigues.

Outra expectativa que pode interferir no planejamento é a tendência de estabilização da velocidade de vendas, em comparação ao ritmo que se via há dois anos, quando houve um ‘boom' no mercado imobiliário.

Em relação à economia, a empresa acredita que os principais indicadores devem manter patamares atuais. Fator importante e que não deve mudar, segundo Rodrigues, é a concessão de crédito. Mesmo assim, os ‘ares' de possíveis reflexos da crise externa têm afetado mais a classe média do que entre as pessoas com menor poder aquisitivo, segundo ele.

Dessa forma, no curto prazo, a estratégia da construtora de ampliar a atuação junto a clientes de baixa renda cairá como uma luva. Rodrigues diz que a Living, da Cyrela, voltada para esse nicho, está ganhando peso e, no médio prazo, representará 50% da receita.

Em 2012, o plano de lançamentos da Living consumirá entre R$ 3,7 e R$ 4,5 bilhões, 44% dos recursos do portfólio, avanço de 4% sobre 2011.


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