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06:32 | Domingo, 01 de agosto 2010

Criatividade

Ruy Barata Neto   (rneto@brasileconomico.com.br)
06/03/10 07:15


A coluna Criatividade é publicada todos os sábados no Brasil Econômico

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Novo modelo da arquitetura contemporânea

No dia 1° de maio, começa a Expo Xangai 2010, na China.

A feira já demonstra o novo tipo de arquitetura: mais criativa, múltipla, fluida e "fetichista", nas palavras do antropólogo italiano Massimo Canevacci.

O tema deste ano é "Better city, better life" (cidade melhor para uma vida melhor, em livre tradução).

"É uma forma de dizer: o modelo industrial da cidade atrapalhou tudo", diz.

 

 

 

 

 

 

 

 


ENTREVISTA

Massimo fará palestra em São Paulo, no dia 8, para o WTC Business Club. Ele analisa a formação das metrópoles na era da comunicação.

Qual o novo conceito da metrópole contemporânea?

Na área metropolitana, o mundo passa por um momento de transição. Trata-se da passagem de um modelo industrial e dialético do século 20 para uma estética mais fluída, comunicacional, mais fetichista, como gosto de definir. Mas isso ainda pouco se vê no Brasil, apesar do país hoje ser uma das mais promissoras economias do mundo.

Mas a arquitetura de nomes como Niemeyer não é atual?

Oscar Niemeyer tem 102 anos, mas ainda é jovem. Ele acaba de inaugurar um auditório musical maravilhoso, em Ravello, [vilarejo a 300 quilômetros ao sul de Roma, próximo a Napoli], desenhado há anos. Mas sua arquitetura ainda usa o concreto, preceitos clássicos, de caráter industrial.

Dê exemplos dessa nova forma de arquitetura?

Ela não usa mais ferro, concreto, vidro. São outros materiais. Frank Gehry, no projeto do Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha, usa um mosaico de materiais criados por ele mesmo para refletir melhor a luz. O edifício fica vivo. Ela é multipla e subjetiva que dão sentido a identidade contemporânea.


  • Não perca! Confira a coluna na íntegra na edição impressa do Brasil Econômico

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