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O Credit Suisse, que saiu da crise praticamente ileso enquanto concorrentes sofriam perdas, irá expandir seu setor de gestão de fortunas nos Estados Unidos.
A área do banco suíço nos EUA conta com 407 gerentes de relacionamento em 15 escritórios, algo minúsculo se comparado a gigantes como o Morgan Stanley Smith Barney, que fechou o ano de 2009 com 18.135 consultores e 895 escritórios em todo o mundo.
Ainda assim, o Credit Suisse afirma que seu foco em serviços para a elite - indivíduos com pelo menos US$ 10 milhões em ativos - criou um negócio lucrativo que, como mostram eventos recentes, pode também ser mais sustentável.
"A razão pela qual não tentamos comprar uma corretora, ou imitar uma grande corretora, é que nós acreditamos que esse seja um modelo de negócios em queda", disse o presidente-executivo do Credit Suisse Private Banking para as Américas, Anthony DeChellis.
"Ele não acabará amanhã, mas é um modelo posto muito em dúvida."
DeChellis afirmou que, eventualmente, quer ter 700 consultores só nos EUA, o que representa um aumento de 75%, e quer aumentar o número de escritórios no país para 18 ou 20.
O executivo tem grandes planos para negócios "onshore" no Brasil e no México.
Em dezembro de 2006, o Credit Suisse comprou a brasileira Hedging-Griffo, ganhando assim uma unidade local de gestão de fortunas que vem expandindo desde então.
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