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Disputa

Correios esquenta briga com franqueados e concorrentes

Sílvio Ribas e Domingos Zaparolli   (redacao@brasileconomico.com.br)
01/09/10 14:28


David José de Matos, presidente da ECT, diz ter R$ 426 mi para emergência com falta de lojas

David José de Matos, presidente da ECT, diz ter R$ 426 mi para emergência com falta de lojas

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Sob fogo cruzado, David José de Matos completa amanhã (2) um mês na presidência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que tem registrado um alto volume de queixas entre seus usuários.

Nos tribunais, a empresa, que durante anos foi referência de eficiência para os brasileiros, trava um braço de ferro com seus franqueados, que querem reajustar a tabela de preços dos serviços prestados, e outro com empresas de courier que, por sua vez, questionam a exclusividade dos Correios na entrega de impressos, talões de cheque, cartões e boletos bancários.

Um Projeto de Lei tramita no Congresso com o intuito de derrubar o monopólio postal estatal.

Ao mesmo tempo, está nas gavetas da Casa Civil uma medida provisória (MP) que transforma a ECT numa empresa de Sociedade Anônima (S/A), mantendo o capital fechado.

A proposta partiu da equipe do ex-ministro Hélio Costa e pretende preparar a empresa para entrar em novos negócios, como a abertura de agências no exterior e a criação de uma subsidiária de logística para dar conta das entregas.

A estatal já planeja até comprar aviões próprios para se livrar da dependência das terceirizadas. Mas o Planalto sinalizou que vai esperar o resultado das eleições presidenciais para decidir se edita ou não a MP.

A nova estrutura jurídica da companhia poderá reduzir a insatisfação dos usuários. A solução das pendências com concorrentes e parceiros de negócios tende a ser mais complicada.

A ECT conta com 1,4 mil franqueados e os contratos destes estão a pouco mais de dois meses do fim. Responsáveis por 42% das receitas dos Correios, a rede de franquias foi obrigada pela Lei 11.668/2008 a passar por um primeiro processo de licitação em 15 anos, o que ocorrerá em novembro.

Apagão postal

Pelo edital, as comissões dos franqueados ficarão entre 5% e 29%, proporcional ao volume movimentado. Pela tabela atual, os índices variam de 10% a 40%. Assim, o ganho médio cairá de 22,5% para 19,9%.

A ECT espera obter corte de custos com a renovação das prestadoras de serviços, de R$ 860 milhões para R$ 670 milhões. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, porta-voz da Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost) informa que 70% das licitações estão suspensas pela Justiça por ações que questionam o edital de licitação. Ele sustenta ainda a tese de colapso dos serviços postais no fim do ano.

Os Correios descartam o risco de um "apagão postal". Matos, o novo presidente, já avisou que tem reservados até R$ 426 milhões para financiar um plano emergencial destinado a cobrir lojas fechadas. E Mário Renato Borges da Silva, chefe do Departamento de Relações Institucionais dos Correios, afirma que a rede franqueada representa apenas 12% dos 12 mil pontos de atendimento, sendo a estatal responsável pela operação logística mais complexa.

"Nossa expectativa é contar com, no mínimo, 400 franqueados ao fim da licitação, além de reverter quase todas as ações na Justiça", diz Silva.


Comentários

Paganini, Joaçaba SC | 02/09/10 14:15
O apagão postal não se refere somente ao atendimento mas como o cliente será atendido. hoje ele está satsifeitíssimo com o atendimento diferenciado das Franquias.


ellen , sao paulo | 04/09/10 15:39
eu acho isso um absurdo muitas pessoas com familia ficaram sem empregos e como vai ficar essa situacao pedimos que nao feche as franquias


Walter Magalhães Oliveira, Montes Claros - MG | 07/09/10 23:43
Trabalho com comércio via internet e tenho os Correios como instrumento de logistica para fazer chegar os meus produtos aos quatro cantos do Brasil. Porém, recentemente tenho tido muitas dificuldades frente aos meus clientes devido ao péssimo serviço prestado por essa empresa, que por muito tempo foi referencia de eficiencia e bons serviços. Os atrazos e extravios das correspondencias tem causado indignação nos clientes que se sentem lesados pela demora e até mesmo o não recebimento de produtos. Essa situação tem revertido em prejuízo financeiro e moral, já que em meu site os clientes registram a sua indignação em uma área própria a comentários, expondo aos visitantes e futuros clientes uma falsa impressão de incompetencia e desonestidade, depois de dez anos de bons serviços prestados.


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