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Ind. Automotiva

Compacto abre espaço para Volks nos Estados Unidos

Françoise Terzian   (fterzian@brasileconomico.com.br) - A repórter viajou a convite da Fenabrave
20/02/10 07:11


O presidente da Volkswagen nos Estados Unidos, Stefan Jacoby

O presidente da Volkswagen nos Estados Unidos, Stefan Jacoby

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Montadora vai investir US$ 4 bilhões na construção de sua primeira fábrica nos Estados Unidos, a ser inaugurada em 2011, com meta de quase triplicar vendas até 2018.

Embora os americanos gostem de carros grandes e confortáveis, o futuro da América aponta para ruas ocupadas por quatro rodas compactos. Automóveis pequenos no tamanho e econômicos no consumo de combustível são uma tendência inevitável, apesar dos obstáculos culturais que as montadoras terão de enfrentar.

Introduzir este tipo de produto em larga escala nos Estados Unidos poderá ser um desafio para marcas americanas, mas não para a alemã Volkswagen, a maior montadora da Europa.

A crise financeira não foi suficiente para frear seus planos de crescimento nos Estados Unidos. Hoje, todos os carros vendidos pela Volks no país são importados da Alemanha, do México e da América do Sul.

As 600 concessionárias da marca revendem modelos como o Golf, Novo Beetle, Jetta, Eos, Passat, Tiguan, Touareg e Routan.

A partir de 2011, a montadora pretende iniciar a operação de uma fábrica no estado do Tennessee. Sua última tentativa no país ocorreu há 20 anos e culminou no fechamento da unidade.

Agora, há US$ 4 bilhões de investimentos em jogo e a aposta de mais do que dobrar as vendas até 2018. Os próximos lançamentos da marca no país incluem o sucessor do Jetta, que chega no final do verão, o novo Touareg híbrido, um sedã de médio porte a ser produzido nos Estados Unidos e o sucessor do Beetle. Os dois últimos estão programados para 2011.

Além da experiência mundial da montadora na produção de carros menores como o Gol, o Golf, o Fox e o Jetta, o alemão Stefan Jacoby, presidente e CEO da Volkswagen nos Estados Unidos, tem uma boa fonte de informações dentro de casa.

Sua mulher é do Brasil, país com larga experiência em carros compactos. Abaixo, segue entrevista exclusiva ao Brasil Econômico

Brasil Econômico - Qual o peso do mercado americano para a Volkswagen?

Stefan Jacoby - A Volkswagen tem 2% do mercado americano de automóveis - o país vendeu 10,4 milhões de unidades em 2009. Se somarmos a participação da Audi, chegamos ao market share de 3% no país. No ano passado, dos 6,2 milhões de veículos que comercializamos mundialmente, 310 mil unidades foram no mercado americano. Nossa penetração é baixa, mas vai crescer. Quero vender 800 mil unidades por ano nos Estados Unidos até 2018.

BE - Qual será sua estratégia para quase triplicar suas vendas?

SJ - Vamos investir US$ 4 bilhões em uma nova planta em Chattanooga, no Tennessee, cuja produção deverá ser iniciada em 2011. Também vamos ampliar nossa linha de produtos nos Estados Unidos e reforçar o trabalho de imagem da marca.

BE - O senhor está otimista em relação a 2010?

SJ - Eu sempre sou otimista. Para este ano, esperamos que as nossas vendas cresçam 10% no mercado americano. A melhora, no entanto, ocorrerá mais a partir do segundo semestre, quando muitos desempregados voltarão a conquistar um trabalho, a economia melhorará e os preços deverão se estabilizar.

BE - O uso de carros compactos é uma tendência mundial. Qual a estratégia da Volks para vender veículos menores nos Estados Unidos? 

SJ - É verdade que a demanda por carros compactos cresce em diferentes partes do mundo. Nos Estados Unidos, nós já vendemos o Jetta e o Golf. No entanto, a grande maioria dos americanos ainda quer carros maiores, com mais espaço, para transportar a família e também suas compras.

BE - Qual a importância do Brasil na estratégia global da Volks?

SJ - Eu só falo sobre o mercado americano, mas te adianto que, em 2009, registramos importantes crescimentos principalmente no Brasil, além da China e do Leste Europeu. Seu país é importante para a Volkswagen.


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