Banco da China quer criar linha direta de serviços entre o gigante asiático e o Brasil
Comunidade
Em 2009, o gigante asiático assumiu a posição de principal parceiro comercial do Brasil, ao promover uma corrente de comércio de US$ 36,1 bilhões. Agora, o objetivo é ampliar a relação entre os dois países.
A Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e o avanço da participação do Brasil no mercado internacional têm sido apontados pelos chineses como os principais fatores atrativos de investimentos por aqui.
É para aproveitar essas oportunidades de negócios que o Banco da China, instituição que detém ativos superiores a US$ 1 trilhão, inaugurou, há 11 meses, sua sede no Brasil.
Operações
Segundo Zhang Jianhua, presidente do Banco da China no Brasil, a instituição financeira tem licença múltipla de serviços para o funcionamento no país.
"Podemos efetuar empréstimos, investimentos e atuar no comércio internacional, oferecendo grande concorrência às outras instituições internacionais", informa Jianhua.
O principal foco do banco no momento são as multinacionais chinesas no Brasil.
Em seguida, as atenções estarão concentradas nas relações bilaterais entre empresas chinesas e brasileiras.
Em último lugar estão as grandes empresas brasileiras, destacou o executivo.
"Após o estabelecimento do Banco da China no Brasil, poderemos oferecer uma linha direta de serviços entre ambos países", destaca.
Cenário
"A China deve passar ao topo do ranking de investidores no Brasil", anuncia Mário Marconini, presidente do conselho de relações internacionais da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), que sediou e promoveu o Seminário Brasil China.
Para ele, o "melhor" da relação entre os dois países "ainda está por vir".
Lu Yuzhong, cônsul comercial da China em São Paulo, lembra que o fortalecimento da parceria comercial entre os países é uma vontade do Estado chinês.
"A China incentiva as empresas locais a buscarem investimentos no Brasil", destaca ele.
Comércio
No entanto, não são só os eventos mundiais a serem realizados em solo brasileiro que vem estimulando o reforço da relação entre oriente e ocidente.
Para Ivan Ramalho, secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, existem muitas oportunidades para a entrada do produto industrializado brasileiro na China.
"A importação da China é de mais de US$ 1 trilhão", ressalta o secretário. Hoje o país é o segundo maior importador do mundo.
Também é interesse do governo brasileiro reforçar o relacionamento entre os países.
"A Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos] abriu um grande escritório para apoio a empresas brasileiras em Pequim", concluiu Ramalho.
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