Segundo o IBGE, o excesso de peso atinge de duas a três vezes mais os homens de maior renda, com destaque às regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste
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A obesidade e o excesso de peso em adultos brasileiros avançaram nos últimos anos, segundo informou a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2008-2009, 50,1% dos homens e 48% das mulheres de 20 anos ou mais estavam com o peso acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em 2003 esses índices foram de 41,4% e 40,9%, respectivamente, sendo que em 1974 foram de 18,5% para os homens, e 28,7% para as mulheres.
Segundo o IBGE, o excesso de peso atinge de duas a três vezes mais os homens de maior renda, com destaque às regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Nas mulheres, o excesso de peso é maior na região Sul e camadas intermediárias de renda.
A pesquisa também indicou um aumento da obesidade para os adultos, que atingiu 12,4% dos homens (ante 9% em 2003) e 16,9% das mulheres (ante 13,5% em 2003).
De 1974 para hoje, a obesidade praticamente quadruplicou entre os homens — era de 2,8% na época. O aumento é perceptível em todas as camadas de renda da população masculina.
Em crianças, o excesso de peso também está em alta. Em 2009, uma em cada três crianças de cinco a nove anos tinha excesso de peso (34,8% dos meninos e 32% das meninas).
De acordo com o IBGE, o excesso de peso afeta crianças de todos os grupos de renda e todas as regiões brasileiras.
Desnutrição infantil em queda
O déficit de altura nas crianças brasileiras, importante indicador de desnutrição, registrou 7,2% para os meninos e 6,3% das meninas. A taxa caiu mais de três vezes em relação a 1975, quando o déficit de altura atingia 29,3% da população infantil masculina e 26,7% da população infantil feminina.
Nos primeiros anos de vida (antes dos cinco anos), o déficit de altura ficou concentrado em famílias de menor renda, e principalmente na região Norte. No Brasil, atingiu 6,3% dos meninos e 5,7% das meninas. Na região Norte, 8,5% das crianças com até cinco anos sofrem de déficit de altura.
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