O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) só vai financiar a segunda parte da operação que vai assegurar à construtora Camargo Corrêa o controle de uma superdistribuidora de energia nos mercados Sudeste-Nordeste do país.
Dividido em duas etapas, o negócio prevê, primeiro, a aquisição, pela Camargo, da fatia dos fundos de pensão na holding Neonergia, controlada pela espanhola Iberdrola e que detém a concessão de três distribuidoras do Nordeste.
A segunda fase, quando o banco vai entrar com financiamento, inclui a aquisição da fatia do próprio BNDES na holding Brasiliana.
Embora o governo federal trabalhe nos bastidores para a saída da AES do capital da Brasiliana, executivos ligados à Camargo Corrêa admitem conviver, no futuro, como sócios da empresa americana.
Para facilitar a aquisição dos 53,84% do banco no capital da Brasiliana, com direito à operação das empresas, a construtora admite até manter a AES como sóciaminoritária
da holding, desde que sob novo acordo de acionistas.
Pelos termos em vigor, firmado em 2005 com o BNDES, a AES tem assegurada a operação dos ativos incluídos na holding, apesar da condição de minoritária, com 46,15% do capital total da empresa.
Os ativos incluem a distribuidora Eletropaulo e as geradoras AES Tietê (SP) e Uruguaiana (RS).
Por tudo isso, a negociação da Brasiliana representa, para a Camargo, etapa mais complicada do processo de formação do que o mercado já batizou de "superelétrica".
A consumação do negócio deverá envolver não só o desembolso de um valor superior a R$ 15 bilhões da fatia do BNDES - por meio da BNDESPar, a empresa de participações do banco estatal -, como longas conversas com representantes do governo - aí incluído o próprio BNDES - e os acionistas americanos da Eletropaulo.
Nos últimos meses, a empresa americana não tem demonstrado qualquer disposição de abrir mão da Brasiliana. Muito pelo contrário, tem afirmado interesse em exercer o direito de preferência na aquisição da fatia do banco, conforme o previsto no acordo de acionistas da Brasiliana.
Para isso, dispõe de US$ 2 bilhões injetados pelo fundo soberano do governo da China. Firmado em 2005, o acordo foi resultado da renegociação da dívida da AES, de R$ 1,2 bilhão, com o BNDES. Executivos do banco admitem que, se não fosse fechado, a instituição teria sofrido um calote que poderia ter-lhe afetado a saúde financeira.
Apesar de bem-sucedido, à medida que assegurou fluxo de caixa ao banco, com as receitas da Eletropaulo, principalmente, o acordo deixou traumas tanto na diretoria do BNDES quanto na ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - então titular de Minas e Energia.
Fontes do próprio BNDES afirmam que até hoje a ministra não engoliu o que classifica de "arrogância" da AES durante as negociações.
Diante de cenário político tão desfavorável, não restaria outra opção à AES, na avaliação da Camargo, senão aceitar a mudança no acordo de acionistas, para permanecer na Brasiliana.
Apesar de tais perspectivas, persiste no BNDES o temor de que a companhia americana opte pelo exercício da preferência na compra da fatia da BNDESPar. Nesse caso, a maior distribuidora do país, ficaria sob controle de uma empresa estrangeira.
Para o Planalto, uma companhia estratégica para o abastecimento do país não pode ficar sujeita às oscilações de humores na estratégia internacional de grupos estrangeiros.
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Acredito que está mais fácil a Iberdrola comprar o percentual restante da Previ e BB e comnadar sozinha a Neoenergia
A holding "Neoenergia", pertencentes à PREVI, IBERDROLA e BB não será vendida nunca à Camargo, Correa... Esqueçam... é pura ilusão e arrogância
e um bom empreendimento para a cmargo ela sepre superou para o desenvolvimento do nosso pais e desejo uma boa negociaçao tenha um bom dia