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Cosméticos

Calor faz Sundown, Nivea e L’Oréal anteciparem produção

Françoise Terzian   (fterzian@brasileconomico.com.br)
10/09/10 19:26


Marcelo Scatolini, gerente de mercado da J&J, que pretende aumentar a participação de mercado da marca Sundown

Marcelo Scatolini, gerente de mercado da J&J, que pretende aumentar a participação de mercado da marca Sundown

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A indústria de protetores e bloqueadores solares já se encontra em pleno aquecimento para o verão, mesmo apesar de ainda faltar pouco mais de três meses para o início da temporada mais quente do ano.

Na expectativa de vender até 40% a mais no verão 2010/2011 em relação à temporada 2009/2010, alguns fabricantes anteciparam o início da produção e mandaram suas equipes comerciais mais cedo para as ruas, a fim de repassar ao varejo seus lançamentos e boas expectativas de vendas.

Historicamente, o mercado de filtros solares costuma se movimentar entre o final de outubro e o início de novembro. 

Neste ano, contudo, a onda de calor que surgiu em pleno inverno e o Carnaval programado para acontecer em março - e não em fevereiro como em 2009 -, estão levando a indústria a trabalhar com a ideia de "verão estendido" e com perspectivas financeiras em alta.

Embora os Estados Unidos sejam o maior mercado consumidor de filtro solar do mundo, é no Brasil que os fabricantes esperam obter as melhores taxas de crescimento no próximo verão.

Na última temporada, estima-se que as vendas de filtro solar cresceram por volta de 30%.

De acordo com a Nielsen, no acumulado de 2009, o giro de filtro solar foi 17% superior ao ano anterior, atingindo um montante de R$ 727 milhões, sem contar as vendas na modalidade porta a porta.

Para este ano, a expectativa é o mercado brasileiro avançar dois dígitos, podendo elevar o montante movimentado pelo varejo para R$ 872 milhões (se as vendas aumentarem 20%) ou até ultrapassar R$ 1 bilhão (no caso de 40%).

"Com a extensão do verão em cerca de 15%, o aumento do poder aquisitivo do brasileiro e também uma maior conscientização para a importância do uso do filtro solar, pretendemos crescer acima do mercado nesta temporada", diz Marcelo Scatolini, gerente de mercado da Johnson & Johnson, dona de Sundown, líder com com 51,1% em volume de litros no verão 2009/2010 (setembro a abril), segundo a Nielsen.

No período, a empresa ampliou sua participação em cinco pontos percentuais e se prepara para nova guinada nesta próxima temporada, a mais importante do ano para a Sundown.

A meta de Scatolini é clara: aumentar ainda mais a presença da marca criada em 1984 no total de vendas Brasil. "Sundown não entrará no próximo verão para ser coadjuvante", garante.

Concretizar esta meta será uma tarefa árdua, uma vez que a concorrência tem crescido agressivamente. A Nivea, forte em pele, e a L´Oréal, com uma gama de produtos enorme e distribuição robusta, são as duas principais rivais da marca. Cenoura & Bronze, da Hypermarcas, também é outra adversária nas gôndolas do varejo.

É bem verdade que a diferença entre Sundown e as outras marcas é grande (veja arte ao lado). Contudo, é preciso lembrar que o uso do filtro solar entre os brasileiros ainda é baixo - entre 27% e 37%, de acordo com as empresas -, o que abre espaço para que todas cresçam, incluindo as mais fracas.

O que explica a aposta de novas marcas na categoria de filtro solar é a forma como os brasileiros têm aderido a itens que antes não usavam, afirma Maria Laura Santos, diretora de marketing da Nivea Brasil.

Desodorante, por exemplo, chega a 90% do mercado. O sonho da indústria de filtro solar é fazer o mesmo com o seu produto. "Apenas três em cada dez brasileiros usam o filtro solar", diz Maria Laura.

Diante do avanço da concorrência, a J&J tem investido constantemente em tecnologia, embalagem e marketing. Sundown entra no verão com cerca de 30 itens para corpo, rosto, lábios e cabelo, além dos produtos pós-sol.


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