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Punição

Cade aplica multa recorde por cartel entre empresas de gás

Daniel Haidar   (dhaidar@brasileconomico.com.br) | Correspondente do Brasil Econômico no Rio de Janeiro
01/09/10 17:46


Nas sedes das empresas investigadas, foram encontrados documentos que mostravam como o esquema funcionava

Nas sedes das empresas investigadas, foram encontrados documentos que mostravam como o esquema funcionava

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O Conselho Admnistrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou nesta quarta-feira (1º) empresas acusadas de formar o “cartel do gás hospitalar”. A gigante do setor White Martins levou multa recorde.

Por ser reincidente na acusação, a punição representou 50% do faturamento da empresa em 2003: R$ 2,2 bilhões.

Outras empresas também receberam multas milionárias. Os valores, atualizados até a data de efetivo pagamento, deverão ser pagos no prazo de 30 dias a partir da publicação do acórdão, mas as companhias podem recorrer da multa.

As empresas foram acusadas de dividir o atendimento de clientes. Para isso, chegavam a marcar encontros em hotéis para combinar qual seria a parte de cada uma.

Segundo a Secretaria de Direito Econômico (SDE), duas ligações anônimas denunciaram o cartel em dezembro de 2003. Na análise da SDE, os técnicos apontaram que as empresas possuíam dados de clientes dos concorrentes e que o grupo era responsável praticamente por 100% do mercado de gases medicinais e industriais.

No processo, a SDE destacou também que algumas das acusadas já tinham sido condenadas por práticas anti-concorrenciais em outros países.

Caso da Air Liquide, Air Products e da AGA, multadas pela Comissão Europeia. Na Argentina, a Air Liquide e a AGA também foram condendas.

Durante as investigações, foram encontradas nas sedes das empresas investigadas documentos que mostravam como o esquema funcionava.

O grupo White Martins anunciou que vai recorrer à Justiça para reverter a decisão. Em casos do gênero, as empresas podem ser obrigadas a depositar a multa em juízo até a decisão final da Justiça.

Confira a distribuição das outras multas: Air Liquide Brasil (R$ 249 milhões); Air Products Brasil (R$ 226 milhões); a Linde Gases, sucessora da AGA (R$ 237 milhões); Indústria Brasileira de Gases (R$ 8,4 milhões); Moacyr de Almeida Netto (R$ 475 mil), o executivo Newton de Oliveira (R$ 84 mil), José Antônio Bortoleto de Campos (R$ 4,4 milhões), Walter Pilão (R$ 498 mil), Carlos Alberto Cerezine (R$ 452 mil), Gilberto Gallo (R$ 452 mil), e Vítor de Andrade Perez (R$ 452 mil).


Comentários

J. Lima, Porto Alegre | 11/09/10 17:47
Interessante, o Cade aplica multa recorde por cartel entre empresas de gás, mas faz vistas grossas para formação de monopólio absoluto exercido pela Braskem que hoje é a única produtora de polietileno, PVC e PP no mercado uma vez que as empresas que eram suas concorrentes foram todas "abocanhadas" por esta empresa.


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