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A Braskem divulgou os resultados referentes ao quarto trimestre de 2009 nesta quarta-feira (3), mostrando prejuízo de R$ 893 milhões.
No mesmo intervalo em 2008, a petroquímica havia reportado prejuízo de R$ 2,138 bilhões. Já no terceiro trimestre do ano passado, a companhia obteve lucro líquido de R$ 645 milhões.
A empresa explica que além do menor impacto positivo de variação cambial e de um menor resultado operacional no trimestre, a adesão ao Refis impactou negativamente o resultado do período em R$ 638 milhões.
Mesmo com o mau desempenho trimestral, a companhia saiu do vermelho e encerrou o ano com lucro líquido de R$ 917 milhões, ante o prejuízo de R$ 2,457 bilhões de 2008.
A empresa destaca ainda que, embora a adesão ao Refis tenha impactado negativamente o lucro líquido do último período do ano passado, o bom desempenho operacional e a apreciação do real perante o dólar proporcionaram a recuperação dos resultados da companhia.
A receita líquida da Braskem no quarto trimestre foi de R$ 4,253 bilhões, 13% superior à registrada no trimestre anterior. E praticamente em linha com o resultado de 2008.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) consolidado da Braskem em 2009 atingiu R$ 2,475 bilhões, também em linha com o registrado no ano anterior.
Segundo a petroquímica, a manutenção do indicador ocorreu devido à recuperação das vendas de resinas e petroquímicos básicos, além da maior eficiência operacional de suas plantas e os esforços para reduzir custos, agregar serviço e valor aos produtos.
No último trimestre, a Braskem registrou um Ebitda de R$ 614 milhões, o que representa um aumento de 6% na comparação anual e uma queda de 27% em relação ao trimestre anterior.
Investimentos
Em 2009, a petroquímica realizou investimentos operacionais que totalizaram R$ 894 milhões (não inclui juros capitalizados). Estes valores foram significativamente inferiores aos de 2008, quando os aportes chegaram a R$ 1,4 bilhão.
Os desembolsos com investimentos operacionais programados para 2010, que não consideram Quattor (adquirida em janeiro deste ano) e Sunoco Chemicals, devem atingir R$ 1,1 bilhão, incluindo expansão de capacidade, novos projetos e paradas programadas.
Além disso, a companhia enfatiza que continua comprometida em reduzir seus custos e despesas fixas com o objetivo de aumentar sua competitividade para estar entre as cinco maiores petroquímicas do mundo.
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