Pertenço a uma geração de brasileiros que cresceu habituada a ouvir que vivia no "país do futuro".
Um país com riquezas proporcionais às suas dimensões continentais, que fatalmente encontraria seu lugar entre os grandes do mundo.
Esse tipo de visão durante muito tempo mereceu nosso desdém: isso, para a maioria de nós, era consequência da visão ufanista introduzida no período da ditadura militar.
A realidade, sabíamos, era diferente. Afinal, tínhamos uma inflação de quatro dígitos e problemas estruturais que minavam a competitividade de nossas empresas.
Isso sem falar do abismo da desigualdade, que separava o Brasil pobre do Brasil rico e parecia profundo o suficiente para jamais ser superado.
O cenário começou a mudar com a estabilidade assegurada pelo Plano Real. Quando recordamos que tivemos seis moedas diferentes entre 1986 e 1994, custamos a crer que vivemos há 15 anos com o mesmo dinheiro. O Real foi o primeiro passo.
Conquistas posteriores cuidaram de melhorar ainda mais o ambiente. Com elas, o país deu, recentemente, uma das mais impressionantes provas de vigor de sua história. Com uma política 100% baseada na força de seu mercado interno, o Brasil conseguiu, antes dos outros, livrar-se de uma crise econômica que ainda hoje espalha medo pelo mundo.
A sensação é a de que o Brasil deixou de ser o país do futuro. É o país do presente. Temos ainda problemas a resolver. Muitos. Temos, e todos sabemos disso, a obrigação moral de incluir em nossa sociedade todos os brasileiros ainda sem acesso à educação, à saúde, à moradia e às demais franquias de uma cidadania compatível com o século 21.
Isso, todos sabemos, nos custará muito esforço. A diferença é que, pela primeira vez em nossa história, somos tomados pela sensação de que será possível ultrapassar um a um todos os obstáculos e chegar ao lugar que é nosso por direito não apenas como uma potência econômica - mas como um exemplo de justiça social.
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Ricardo Galuppo é diretor de redação do Brasil Econômico
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Caro Galuppo,
Finalmente, parece que já podemos enxergar uma nesga do final do túnel. Só esperamos que o "país do presente" garanta um futuro bem mais promissor para nossos filhos e netos, Afinal, nossa geração cresceu pensando que esse dia ia chegar. Como você disse, o Brasil precisa ser exemplo é de justiça social. Cumprindo este papel, com certeza será também uma força econômica e um exemplo para todos os países que até pouco tempo eram conhecidos como "o Terceiro Mundo". Muito sucesso com o novo jornal.
Abraços,
Teresa Goulart
Prezado Galuppo, boa sacada essa inversão do trocadilho já histórico. Compartilho da sua opinião de que o Brasil conquistou uma chance única de "presentificar" sua eterna vocação de liderança: na economia, nas políticas sociais e no esporte. Quiçá a educação também entre nesse rol de prioridades. Por hora, somente temos que trabalhar, cada um fazendo a sua parte e torcer para que os demais também façam as partes que lhes cabem, para que não percamos essa oportunidade. Sucesso para o Brasil Econômico!
Amigo Ricardo, somos da mesmíssima geração, compartilhamos anseios e desejos, e agora vivemos a felicidade de ver muitos deles tornados reais. Parabéns pela avaliação e pela nova empreitada. Boa sorte a você e a toda a equipe do Brasil Econômico, em especial aos meus queridos Daniela Paiva e Sílvio Ribas.
Caro Ricardo,
Parabéns pela coragem. quem planta colhe. sua contribuição para a economia, cultura e educação do país, já foi semeada. cultive-a e a torne realidade sempre. seu trabalho e coragem é legado do que a era LULA deixou para todos nós brasileiro. precisamos esperar o século XXI começar para podermos sonhar com o presente e o futuro de uma grande nação. a nação brasileira valente e protudora de recursos, riquezas e sonhos realizado. vc só é um dos milhões de brasileiros que sonharam com um país melhor e viu esse país nascer. boa sorte e sucesso. eu tb sou um desses brasileiros que venceram na vida e mudaram de classe social na era LULA. um ex-lúmpem. agora, um cidadão de classe. da classe D ou E, mudei, ascendi à classe C. quiça, classe B, um dia. muito sucesso e longividade para seu projeto. projeto ambicioso como o PAC das olimpíadas e da copa 2014.
um forte abraço do escritor
MAGGIAR VILLAR DE CASANOVA
WWW.MVTVCOM.COM
Prezado Ricardo Galuppo,
Boas vindas a este novo "player" , muito sucesso ao "Brasil Econômico"!
Desejo a você e a todos que integram este , que brevemente sejam reconhecidos como referência em jornais econômicos.
Ah quase ia esquecendo, nota 10 para o Portal...
Caro Ricardo, como jornalista e como assessor de imprensa, saúdo a chegada do Brasil Econômico e, especialmente, suas palavras. O novo jornal é uma resposta eloquente aos que insistem em pregar a morte da imprensa escrita. E a plataforma tecnológica de vocês mostra que o presente exige a convergência - também para o fortalecimento de nosso país. Parabéns. Sejam bem vindos.
Parabéns! Concordo inteiramente: o Brasil é, actualmente, um país do presente. Eu posso assegurar: uma verdadeira potência.