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17:23 | Sexta, 12 de março 2010
Combustíveis

Brasil Ecodiesel define novas estratégias para 2010

Luiz Silveira   (lsilveira@brasileconomico.com.br)
08/02/10 19:43


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Planejamento divulgado nesta segunda-feira (8) prevê venda de algumas unidades e ativação de outras.

A Brasil Ecodiesel divulgou ontem (7) seu novo planejamento estratégico, após sair de uma forte crise que quase quebrou a companhia.

A fabricante de biodiesel vai se desfazer de ativos que percebeu não serem estratégicos, como 23 mil hectares de terras que seriam utilizadas para a produção de oleaginosas nos estados de Piauí, Ceará e Minas Gerais. Uma esmagadora de grãos em Crateús (CE) também será vendida.

O processo de reestruturação comandado pelo presidente Mauro Cerchiari já desativou as fábricas de biodiesel de Floriano (PI) e Crateús e uma esmagadora de soja em Porto Nacional (TO). Agora essa decisão foi confirmada como definitiva, e os ativos dessas unidades serão realocados para locais ainda não definidos.

A empresa abandona de vez o projeto de verticalização total da cadeia de produção, que englobava o plantio das matérias-primas, a produção dos óleos vegetais e sua transformação em biodiesel.

No entanto, a Brasil Ecodiesel concluiu que vale a pena colocar em operação as duas esmagadoras de grãos que possui para a produção de óleo, em Iraquara (BA) e São Luiz Gonzaga (RS).

A companhia estudou se seria melhor vender também esses dois ativos e focar apenas no negócio de biodiesel, mas preferiu ficar com os ativos.

Por um lado, a empresa garante o abastecimento de óleos vegetais, mas por outro passa a atuar em um segmento complexo e que não domina, que é o do farelo de soja.

Quando esmagada, a soja gera óleo e farelo, um produto que não pode ser desprezado para a sustentabilidade de uma planta de esmagamento. Agora a companhia vai buscar meios de colocar as duas unidades em funcionamento.

Além disso, como havia antecipado o Brasil Econômico no ano passado, a empresa passa a buscar oportunidades de fusões e aquisições para ser uma consolidadora do setor.

Do ponto de vista agrícola, a Brasil Ecodiesel vai focar no desenvolvimento do pinhão-manso como principal matéria-prima de óleo para a produção do biocombustível, como também antecipou o Brasil Econômico.

Com alto potencial de produção de óleo, o pinhão-manso ainda é pouco dominado agronomicamente, e a Brasil Ecodiesel realiza testes para começar a usar a planta como matéria-prima em larga escala.

O novo planejamento inclui também uma reestruturação corporativa, com a concentração dos escritórios de Fortaleza e Rio de Janeiro em São Paulo, que passará a ser a sede da companhia.

A empresa vai buscar ainda novas fontes de financiamento de longo prazo e melhorias no processo industrial do biodiesel, criando uma área de Pesquisa e Desenvolvimento Industrial.


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