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O governo da Bolívia estuda conceder à Petrobras novas áreas para a exploração e exportação de hidrocarbonetos, principalmente de gás natural destinado ao gigantesco mercado brasileiro.
O anúncio foi feito pelo ministro de Hidrocarbonetos daquele país, Fernando Vincenti, um dia após o embaixador brasileiro na Bolívia, Frederico Cézar de Araujo, confirmar o interesse do Brasil em ampliar os investimentos e aquisições de gás boliviano.
"Estamos trabalhando para definir uns 17 novos blocos para projetos de risco com a Petrobras", disse Vincenti, sem especificar o valor dos possíveis novos empreendimentos da companhia brasileira, uma das maiores investidoras estrangeiras na Bolívia nos últimos 15 anos.
O ministro acrescentou que as conversações com a Petrobras "apontam para projetos de médio e longo prazo", confirmando que a Bolívia não está em condições de aumentar de imediato sua produção para atender a forte demanda do Brasil e Argentina, os dois mercados externos do país.
A imprensa local informou que no último mês o bombeamento de gás para para ambos os países subiu para os níveis máximos estabelecidos no contrato: quase 32 milhões de metros cúbicos diários (MMCD) para o Brasil e 6 MMCD para a Argentina, deixando um saldo de 5 MMCD que não supre a demanda interna.
Projetos já em execução de um consórcio liderado pela espanhola Repsol-YPF, de cerca de 1,5 bilhão de dólares, fornecerão em torno de 8 MMCD a oferta boliviana a partir de 2012, com destino ao mercado argentino.
O embaixador brasileiro disse a veículos de comunicação locais que as conversações entre YPFB e Petrobras demonstram o interesse do Brasil e aumentar suas aquisições de gás boliviano para além do prazo de 2019 determinado no contrato vigente.
"Estamos esperando a indicação de (novos) campos para poder fazer novos investimentos", disse o diplomata, segundo o jornal La Razón.
A reportagem informou ainda que os novos projetos não afetarão os planos que a Petrobras já possui de explorar blocos de Monteagudo, Rio Hondo e Ingre, além de aumentar a produção de Santo Antonio e San Alberto, dos quais é extraído um terço do gás bombeado para São Paulo.
O ministro apontou que os novos acordos com a Petrobras se enquadram em um plano já definido de investimentos para aumentar as reservas e a capacidade de transporte e industrialização do gás, cujas vendas para o Brasil a Argentina geraram mais de 3 bilhões de dólares este ano.
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