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BM&F Bovespa dá primeiro grande passo após fusão

Gustavo Kahil   (gkahil@brasileconomico.com.br)
12/02/10 18:16


A ideia da bolsa é dar fôlego ao plano de internacionalização

A ideia da bolsa é dar fôlego ao plano de internacionalização

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Bolsa brasileira já fechou parcerias com Chile e Colômbia; Peru e México são os próximos alvos.

A BM&F Bovespa (BVMF3) deu o primeiro grande passo depois da abertura de capital, em 2007, e integração, em 2008, dos lados de derivativos e ações. A empresa ampliou a participação de 1,8% para 5% por meio sua parceria na holding de bolsas Chicago Mercantile Exchange (CME). Foram pagos US$ 620 milhões.

"A transação vai muito além do aumento de participação", afirmou Carlos Kawall, diretor financeiro e de Relações com Investidores, em teleconferência realizada nesta tarde.

A ideia da bolsa é dar fôlego ao plano de internacionalização. O primeiro objetivo é a América Latina. Já foram fechados acordos com o Chile, em janeiro, e com a Colômbia, que será detalhado nas próximas duas semanas.

"Já temos adiantado também acordos com o Peru e México, o que levará mais algum tempo", disse o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto.

"Queremos organizar os mercados com custódia e plataforma fazer com que haja conectividade com os players".

O movimento acompanha uma tendência mundial de consolidação do setor de bolsas de valores e derivativos. Há dois grandes exemplos no mundo.

O primeiro é a Nyse Euronext, cuja fusão realizada em abril de 2007 uniu bolsas de valores e de derivativos em cinco países diferentes. O outro é o CME Group, resultado da junção da CME, Board of Trade of the City of Chicago (Cbot) e New York Mercantile Exchange (Nymex).

"A partir deste momento, em conjunto, vamos identificar oportunidades de investimentos e parcerias comerciais com qualquer outra bolsa no mundo", afirmou o executivo.

"Anunciamos a criação de um comitê estratégico com executivos da bolsa e da CME. No máximo, a cada três meses se reunirão para discutir oportunidades". Segundo ele, a primeira reunião irá ser realizada nos próximos 30 dias.

Integração tecnológica

Outro destaque é a sinergia em tecnologia. "Vamos unir as forças do time de tecnologia da CME (1.200 pessoas) e da nossa bolsa (800 pessoas).

As duas poderão permitir a negociação de todos os tipos de ativos, ações, derivativos, moedas a vista, títulos públicos federais, privados e de balcão", explica o diretor executivo de operações e TI, Cícero Augusto Vieira Neto.

Será desenvolvido um novo sistema baseado no chamado Globex, da CME. "As duas serão co-proprietárias do novo sistema por meio de licenças.

Não haverá nenhuma dependência sobre a nova tecnologia. O nosso direito de uso é perpétuo e também pode ser comercializada. Possivelmente em até conjunto com a CME", disse Neto.

Com a nova plataforma serão aposentados os quatro sistemas utilizados hoje na BM&FBovespa: GTS (BM&F), Megabolsa (Ações), Sisbex (Títulos públicos) e o Bovespa FIX (Renda fixa privada).

"Os quatro tornam o nosso TI mais complexo e com riscos tecnológicos", adicionou o diretor. A proposta é eliminar o GTS em 2010 e, em 2011 os demais.


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