Bolsa brasileira já fechou parcerias com Chile e Colômbia; Peru e México são os próximos alvos.
A BM&F Bovespa (BVMF3) deu o primeiro grande passo depois da abertura de capital, em 2007, e integração, em 2008, dos lados de derivativos e ações. A empresa ampliou a participação de 1,8% para 5% por meio sua parceria na holding de bolsas Chicago Mercantile Exchange (CME). Foram pagos US$ 620 milhões.
"A transação vai muito além do aumento de participação", afirmou Carlos Kawall, diretor financeiro e de Relações com Investidores, em teleconferência realizada nesta tarde.
A ideia da bolsa é dar fôlego ao plano de internacionalização. O primeiro objetivo é a América Latina. Já foram fechados acordos com o Chile, em janeiro, e com a Colômbia, que será detalhado nas próximas duas semanas.
"Já temos adiantado também acordos com o Peru e México, o que levará mais algum tempo", disse o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto.
"Queremos organizar os mercados com custódia e plataforma fazer com que haja conectividade com os players".
O movimento acompanha uma tendência mundial de consolidação do setor de bolsas de valores e derivativos. Há dois grandes exemplos no mundo.
O primeiro é a Nyse Euronext, cuja fusão realizada em abril de 2007 uniu bolsas de valores e de derivativos em cinco países diferentes. O outro é o CME Group, resultado da junção da CME, Board of Trade of the City of Chicago (Cbot) e New York Mercantile Exchange (Nymex).
"A partir deste momento, em conjunto, vamos identificar oportunidades de investimentos e parcerias comerciais com qualquer outra bolsa no mundo", afirmou o executivo.
"Anunciamos a criação de um comitê estratégico com executivos da bolsa e da CME. No máximo, a cada três meses se reunirão para discutir oportunidades". Segundo ele, a primeira reunião irá ser realizada nos próximos 30 dias.
Integração tecnológica
Outro destaque é a sinergia em tecnologia. "Vamos unir as forças do time de tecnologia da CME (1.200 pessoas) e da nossa bolsa (800 pessoas).
As duas poderão permitir a negociação de todos os tipos de ativos, ações, derivativos, moedas a vista, títulos públicos federais, privados e de balcão", explica o diretor executivo de operações e TI, Cícero Augusto Vieira Neto.
Será desenvolvido um novo sistema baseado no chamado Globex, da CME. "As duas serão co-proprietárias do novo sistema por meio de licenças.
Não haverá nenhuma dependência sobre a nova tecnologia. O nosso direito de uso é perpétuo e também pode ser comercializada. Possivelmente em até conjunto com a CME", disse Neto.
Com a nova plataforma serão aposentados os quatro sistemas utilizados hoje na BM&FBovespa: GTS (BM&F), Megabolsa (Ações), Sisbex (Títulos públicos) e o Bovespa FIX (Renda fixa privada).
"Os quatro tornam o nosso TI mais complexo e com riscos tecnológicos", adicionou o diretor. A proposta é eliminar o GTS em 2010 e, em 2011 os demais.
Comentários
Últimas Notícias
- 21:00
Encerramento do Noticiário - 20:59
Pressão negativa na bolsa brasileira deve permanecer - 20:40
Suzano tem produção impactada por parada não programada - 20:29
Twittadas da semana - 20:16
MLS tem crescimento, com público maior que o do Brasileirão - 20:00
Light Energia adquire 51% da Guanhães Energia - 19:48
Eficiência da Coca-Cola vai reerguer Neugebauer









