Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

Expansão

BB renova estratégia e investirá R$ 800 mi em SP

Conrado Mazzoni   (cmazzoni@brasileconomico.com.br)
01/12/09 16:05


"Não há decisão sobre o destino da marca Nossa Caixa"

Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

Aproveitando a janela aberta pela incorporação da Nossa Caixa, o Banco do Brasil colocará em prática uma estratégia de abordagem nacional, com raízes iniciais em São Paulo.

O estado abrigará 83 novas agências em 2010 e receberá investimentos da ordem de R$ 800 milhões nos próximos cinco anos.

Os recursos serão direcionados em abertura de lojas - daquele total, nove já estão sendo instaladas -, pessoas e TI. A instituição vai contratar 1,5 mil novos funcionários. Hoje, são pouco mais de 31 mil.

O indutor do projeto é o objetivo de melhora no atendimento do varejo. E o pano de fundo: a confiança dos agentes sobre o cenário para a economia brasileira.

"Todo mundo que olha para frente, imagina crescimento da economia", disse o diretor de Distribuição São Paulo do BB, Dan Conrado. O executivo estava acompanhado do atual presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, do diretor de Produtos do banco paulista, Gueitiro Genso, e do gerente-geral da Unidade Aquisição de Bancos, Guilherme Frantz.

O projeto começa pelo estado de São Paulo, onde hoje o Banco do Brasil passa a ter a maior rede de atendimento (1.334 agências), depois migra para outras regiões do Sudeste e, em seguida, o Sul do Brasil.

Conrado explicou que, embora tenha uma carteira diversificada de atuação, o BB sofria de uma defasagem de eficiência em relação aos concorrentes no varejo. Por isso, o foco nesse segmento.

A reformulação de produtos e o investimento em tecnologia coincidiram com números mais fortes da Nossa Caixa, desde a incorporação. Empenhada em elevar a exposição no nicho de pessoa jurídica, o banco lançou uma nova linha de capital de giro para micro e pequenas empresas. Isso ajudou a elevar a carteira de crédito em 46,1% entre março e outubro, para R$ 16,1 bilhões.

A expectativa é de manutenção do ritmo consistente de expansão, sobretudo considerando a queda da taxa de inadimplência, que passou de 4,4% para 3,3% no mesmo período.

Atualmente, São Paulo responde por cerca de 20% dos negócios Banco do Brasil. "Queremos chegar a 35% nos próximos dois anos", disse o diretor de Distribuição São Paulo do BB.

Captação

Para viabilizar os investimentos, os executivos citaram o maior leque de investidores que será alcançado com as operações de American Depositary Receipts (ADRs) em Nova York - lançamento marcado para amanhã. Esse ano, o banco conseguiu aumentar a participação de estrangeiro em seu capital de 12,5% para 20%.

Além disso, há a expectativa em torno de uma oferta de ações do banco, com o objetivo de atender às exigências do Novo Mercado de ter em circulação o mínimo de 25% de suas ações. Mais um reforço na estrutura financeira.

Dan Conrado, por sua vez, enfatizou a solidez de capital da instituição: "podemos expandir nosso crédito em R$ 100 bilhões, sem ADRs", disse.

Marca

Com relação às marcas, "não há decisão sobre o destino da marca Nossa Caixa", declarou Conrado. O banco tem feito pesquisas no sentido de identificar a melhor alternativa. Por enquanto, continuam operando simultaneamente. Na nova operação, não muda nada aos clientes.

Fiocca no setor privado

Demian Fiocca, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), admitiu ter sido convidado para comandar a gestora de recursos do Banco do Brasil, BBDTVM. Mas, por decisão pessoal, preferiu ingressar no período de quarentena de quatro meses, para depois retornar ao setor privado.

Integração BB e Nossa Caixa

Ontem, foi aprovada a incorporação societária, com a absorção de 100% do capital da Nossa Caixa pelo BB. Assim, o CNPJ do banco paulista deixará de existir e a Nossa Caixa se transformará numa unidade de negócios do Banco do Brasil.

O atual diretor de Produtos do banco paulista, Gueitiro Genso, será o gerente-geral da diretoria que fará a gestão dessa operação.

Em fevereiro de 2010, as agências da Nossa Caixa começam a ser integradas ao BB. O processo deve durar até outubro do ano que vem.

Considerando os números agregados, com base em dados de setembro, a nova instituição carrega R$ 635,619 bilhões em ativos, com uma carteira de crédito de R$ 265,020 bilhões e depósitos de R$ 313,788 bilhões.


Comentários

Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA