Ninguém mais concebe um país desenvolvido sem que o acesso veloz à internet esteja presente nos lugares públicos, como hotéis, cafés, clubes, escolas, repartições e outros locais de concentração de grande número de pessoas.
A expectativa é de que a rede seja tão acessível como um bebedouro, todo mundo precisa saber que há água potável por perto, mesmo que não se tenha sede na hora. A banda larga é a grande bola da vez.
Também nas residências, ela se torna mais e mais necessária a cada dia para contatar amigos e familiares por email ou canais instantâneos, pesquisar os mais diversos assuntos, fazer compras, telefonemas internacionais por baixo custo, pagamentos bancários e integrar as redes sociais.
Os níveis de penetração do recurso no Brasil estão, porém, muito aquém do necessário, situando-se em menos de 10% da população, e ainda por cima concentrados nos grandes centros urbanos.
Por isso, o tema da inclusão digital ganha importância e projetos em torno dele vão sendo desenvolvidos pela Casa Civil e pelo Ministério das Comunicações, uma vez que as operadoras de telefonia privadas enxergam apenas os mercados sustentáveis, aqueles que podem produzir retorno financeiro adequado aos investimentos elevados.
Nesse contexto, começa a ganhar importância o compartilhamento de redes, até aqui um tema pouco explorado dentro do segmento de telecomunicações, mas que tende a se tornar fenômeno recorrente em 2010.
É mais lógico e econômico que as operadoras telefônicas reúnam recursos para implantar uma única infraestrutura ao invés de replicar várias vezes um recurso caro e que pode, sem riscos, atender a mais de um prestador de serviços.
O aspecto continental do território nacional, acrescido do baixíssimo nível de penetração de banda larga nos municípios menores, promove o status do compartilhamento a nível de prioridade no ano que se inicia.
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Thaís Costa é editora executiva do Brasil Econômico
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