Brasil não tem marcas de consumo tão antigas. Por isso, o setor financeiro se destaca, explica Pinedo, diretor da Interbrand
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As instituições financeiras ocupam as primeiras posições no levantamento desenvolvido pela consultoria Interbrand e que tem como base o desempenho das empresas durante 2009.
O destaque alcançado pelos bancos brasileiros durante um ano marcado por uma crise financeira externa se refletiu mais uma vez no valor de suas marcas.
Em primeiro lugar, ficou o Itaú, com marca avaliada em R$ 20,651 bilhões, repetindo a colocação alcançada no ranking anterior. Em segundo, aparece o Bradesco, seguido por Petrobras, Banco do Brasil e Skol.
"O peso da marca é maior nos bancos do Brasil do que no exterior. Isso ficou ainda mais forte após a crise", afirma o diretor da consultoria no Brasil, Alejandro Pinedo.
Foram consideradas apenas marcas criadas no Brasil, de empresas que divulgam publicamente os resultados contábeis e identificam as receitas de cada marca.
O ranking tem as 25 maiores. Além dos grandes bancos, o setor financeiro tem outro representante, o Banrisul na 12ª posição, com marca de R$ 645 milhões.
Na avaliação do diretor-executivo de marketing do Itaú, Fernando Chacon, a presença do Itaú na liderança, e também a predominância de instituições financeiras nas primeiras colocações, refletem a solidez do setor no país.
"É um dos pilares da sustentação da economia brasileira. Os atributos são sólidos, o que faz com que o consumidor escolha os bancos", diz.
Para determinar o valor para o ranking, a Interbrand faz a avaliação financeira da marca com base no valor econômico agregado (EVA, na sigla em inglês), mensura a força dela no mercado e faz a projeção futura dos lucros que podem ser gerados pela marca.
Esses resultados são ajustados a valores presentes. "O Brasil não tem marcas de consumo tão antigas.
Por isso, as industriais e as financeiras são mais valiosas", diz o diretor da Interbrand, pertencente ao Grupo ABC, que também controla a agência de publicidade DM9DDB.
Ficaram de fora do ranking Vale, Usiminas em Gerdau. Segundo Pinedo, isso ocorreu porque essas empresas geraram um EVA negativo em 2009.
- Confira a matéria na íntegra na edição impressa de amanhã do Brasil Econômico
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