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Finanças

Bancos ajudam pequena e média a se internacionalizar

Ana Paula Ribeiro   (aribeiro@brasileconomico.com.br)
09/08/10 12:17


Pequenas e médias empresas precisam de suporte para atuação internacional, diz Marcelo Aleixo, superintendente do HSBC Empresas

Pequenas e médias empresas precisam de suporte para atuação internacional, diz Marcelo Aleixo, superintendente do HSBC Empresas

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De olho no volume de negócios crescente no segmento de empresas de menor porte, os bancos reforçam as áreas de atendimento e aperfeiçoam os serviços financeiros para angariar mais clientes.

Essa demanda inclusive ultrapassa fronteiras, uma vez que as médias também estão se internacionalizando e as instituições financeiras querem dar apoiar esse movimento.

"Estamos nos estruturando para dar suporte à demanda das empresas, que está cada vez mais sofisticada", explica o responsável pela área do middle market, ou mercado mediano, do HSBC, Fernando Freiberger.

A instituição tem atuação global e quer tirar proveito disso no seu relacionamento com os clientes.

Quando uma empresa decide se internacionalizar, é enviado para o HSBC no país de destino o histórico dela e as necessidades que terá no novo desafio. De acordo com o executivo, o principal destino são os países da América do Sul.

O movimento contrário também existe. Empresas de médio porte de outros países, a partir da relevância que o Brasil ganhou nos últimos anos, tentam se instalar no país.

"O mercado interno forte atrai essas empresas", diz. Para melhorar o atendimento a esse grupo, o HSBC está abrindo unidades de negócios com profissionais especializados no atendimento global. As duas primeiras foram abertas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Já para as menores, que não têm estrutura para ir ao exterior, há também uma demanda crescente por serviços internacionais, mas mais voltados para importações e exportações.

"As empresas querem diversificar as suas vendas para o mercado internacional e o mercado de comércio exterior é complexo para algumas delas", diz o superintendente executivo do HSBC Empresas, Marcelo Aleixo.

O middle do HSBC atende empresas que faturam entre R$ 30 milhões e R$ 300 milhões por ano e o HSBC Empesas aquelas com faturamento de até R$ 30 milhões.

Ainda na área de comércio exterior, além das operações tradicionais feitas no Brasil, o HSBC inaugurou neste ano escritórios em Xangai e Hong Kong para atender empresas brasileiras e chinesas interessadas no fluxo entre Ásia e Brasil.

A complexidade dos serviços financeiros destinados a pequenas e médias empresas aumenta, em geral, junto com o volume de faturamento, explica o diretor executivo de Pequenas e Médias Empresas do Santander, Ramón Camino.

No banco de capital espanhol, essa área atende as pessoas jurídicas com faturamento de até R$ 30 milhões por ano. De acordo com o executivo, na área internacional, a maior demanda está pelos adiantamentos de exportações. "Uma companhia desse porte requer um serviço simples."

E pensando em simplificar o dia-a-dia dessas empresas, o banco possui dois produtos para facilitar a burocracia. Um é o SuperGestão, programa para facilitar os processos internos de uma pequena empresa (até R$ 3 milhões de faturamento).

Já no SuperCaixa, o banco oferta aos clientes uma série de funcionalidades de recebimentos e pagamentos. Atrelado aos serviços, as empresas tiveram extensão no prazo das operações de capital de giro, de 18 para 36 meses.

Outra demanda dessas empresas é por mobilidade. Por essa razão, o Itaú permite o acesso a todos os serviços pela internet ou por linha telefônica.

A diretora de Produtos Empresariais do Itaú, Sandra Boteguim, explica que é possível fazer desde uma simples consulta de saldo até agendar o atendimento com um especialista para tratar de ordens de pagamento ou cobrança.

"Essas empresas sempre terão uma taxa de juro mais baixa nas operações de crédito se fizerem a concentração de pagamentos e recebimentos conosco. Conhecer o fluxo de caixa reduz os spreads", explica.


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