O BC afirma que a economia deve manter o crescimento na segunda metade do ano, embora não deva repetir as taxas observadas no primeiro trimestre
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A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) apontou que o conjunto das informações disponíveis evidencia que houve melhora da dinâmica inflacionária.
"Desde a última reunião, reduziram-se os riscos à concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória de metas", afirmou a nota.
De acordo com a minuta, essa percepção foi ancorada à reversão de parcela substancial dos estímulos introduzidos durante a crise financeira internacional e, de modo especial, ao ajuste da taxa básica implementado desde abril.
"Também contribuiu para isso o fato de que, nesse mesmo período, se elevou a probabilidade de desaceleração, e até mesmo de reversão, do já lento processo de recuperação em que se encontram as economias do G3 [Estados Unidos, Europa e Japão]", ponderou.
Para o BC, a influência do cenário internacional sobre o comportamento da inflação doméstica revela viés desinflacionário.
A autoridade monetária se mostrou receosa, principalmente, com o desempenho econômico chinês e com a crise da dívida da Europa.
"Preocupações com dívidas soberanas de países europeus e com a desaceleração na China continuam elevadas, ao mesmo tempo em que cresceram as preocupações com a sustentabilidade da recuperação da economia americana", destacou.
O documento do Copom é referente ao encontro passado, nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, quando o BC manteve - com consenso - a taxa básica de juro em 10,75% ao ano, sem viés.
De acordo com a ata, o comitê manteve a projeção de inflação dos preços administrados em contrato em 3,6% para o ano de 2010, e em 4,4% para o ano que vem. Segundo o BC, os preços administrados correspondem a 29,3% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No entanto, a autoridade monetária revisou a previsão de aumento das tarifas de eletricidade para 3,7% no ano de 2010, ante 1,5% na reunião anterior.
O BC afirma ainda que a economia deve manter o crescimento na segunda metade do ano, embora não deva repetir as taxas observadas no primeiro trimestre.
"As perspectivas para o segundo semestre apontam no sentido de que a economia deverá crescer, mas, em ritmo mais condizente com taxas de crescimento avaliadas como sustentáveis a longo prazo".
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