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Consumo

Avon quer conquistar clientes com maior poder aquisitivo

Mariana Celle   (mcelle@brasileconomico.com.br)
12/03/10 09:09


Apesar de o Brasil estar na moda, Miranda descarta uma linha atrelada à imagem do país

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Presidente da empresa descarta vendas on-line e diz que lançamentos devem sustentar crescimento.

No momento em que a classe C é alçada ao centro das atenções das empresas, a Avon planeja captar novos clientes nas classes de maior poder aquisitivo.

Ontem, em São Paulo, a fabricante de cosméticos lançou uma linha de cremes anti-idade cujos preços variam de R$ 70 a R$ 130.

"Se considerarmos a tecnologia do produto, este é um valor acessível, estamos dizendo às mulheres da classe C que elas também podem", afirma Luis Felipe Miranda, presidente da Avon no Brasil.

Mesmo sem reconhecer que o preço é alto para a maior parte das clientes, a companhia anunciou uma promoção de lançamento.

"Em maio, quando chegarem às lojas, os cremes vão custar R$ 15 a menos", diz Paulo Caputo, gerente da categoria de cuidados da pele da empresa no Brasil.

Baseada no avanço crescente do consumo desse tipo de produto, principalmente entre as mulheres (elas correspondem a 97% das compras no mundo, segundo levantamento realizado pela própria Avon), Miranda afirma que outros lançamentos, em maquiagens e perfumes, devem sustentar o aumento das vendas durante 2010.

O executivo, porém, não quis revelar o volume de crescimento esperado. "O Brasil é um grande mercado para a Avon e o interesse das brasileiras é decisivo para o lançamento de novos produtos."

Vendas diretas

Atualmente a Avon tem mais de um milhão de revendedoras no mundo que fazem a venda direta dos produtos e não pretende, por enquanto, mudar sua estratégia.

"A internet é usada apenas para facilitar o contato entre cliente-revendedora-empresa e não na venda propriamente dos produtos", diz Miranda. Ele descartou a possibilidade de usar a web no curto e médio prazos.

A empresa também descarta a possibilidade de criar uma linha baseada em produtos brasileiros.

"A Amazônia está sempre em nossas avaliações, até mesmo para o desenvolvimento de cosméticos. Mas, por enquanto, não há nada acertado neste sentido", diz Miranda.


Comentários

marlene, adamantina | 26/07/10 17:23
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