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Entrevista

As restrições em propagandas de alimentos

Maeli Prado   (mprado@brasileconomico.com.br)
26/07/10 09:29


"Em seis meses, empresas de alimentos terão que explicar riscos de alimentos não saudáveis"

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Comunidade

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Uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que determina que em seis meses a indústria alimentícia comece a informar em suas propagandas os riscos de alimentos e bebidas comprovadamente não saudáveis, começa a aproximar o Brasil de países como a Noruega e o Canadá, onde existe restrições inclusive de horários em que esse tipo de anúncio pode ser exibido.

As empresas, entretanto, estão tentando vetar a determinação, como explica Mariana Ferraz, advogada do Idec.

Esse tipo de intervenção nas propagandas é similar ao que ocorre com cigarro? 

Sim. A ideia é que informar sobre os riscos seja feito da mesma forma que acontece com cigarro e também com medicamentos. Seria um primeiro passo, mas em alguns países isso vai além, com regulação dos horários em que os anúncios podem ser exibidos e em que tipo de programas, pensando principalmente no espectador criança.

Em que países isso acontece?

Na Inglaterra, Suécia, Noruega e Canadá, entre outros, que são os mais avançados nesse sentido.

Em que pé esse tipo de restrição está no Brasil?

Existe uma resolução da Anvisa que determina que, em seis meses, as empresas de alimentos comecem a explicar os riscos de alimentos e bebidas não saudáveis em suas publicidades. A indústria está tentando derrubar essa resolução, afirmando que é inconstitucional. Por isso, estamos pedindo manifestações de apoio da sociedade civil.


Comentários

Everton de Sordi, Jundiaí / São Paulo | 26/07/10 10:04
Sou publicitário e concordo com a Anvisa.

Existiu um tempo em que a preocupação com a vida valia mais do que qualquer quantia em dinheiro. Nem todos tem como pesquisar o que cada alimento faz e muitos das classes sociais mais baixas não tem idéia do que estão comendo.

Logo estaremos valorizando as empresas que buscam o nosso bem estar e não apenas o aumento de suas vendas.


Savio, Sao Paulo | 26/07/10 10:13
Excelente reportagem. Só faltou ter uma foto de corpo inteiro da entrevistada. Lindissima!


flavio jose, Recife | 30/07/10 18:08
PARABENS ANVISA. Fez-se necessario sim, que nos consumidores tomemos conhecimento das coisas prejudiciais a nossa saude. Exemplo: Qual a percentagem da fruta contida nestes sucos existentes por ai?. Mudaram o nome de SUCO para NECTAR sem a informação da mudança do conteudo do produto. Isto é coisa de pais do terceiro mundo. Para entrar no primeiro mundo faz-se necessario que estas mudanças de respeito ao consumidor começe a ser introduzida.


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