Camolesi, da CMA: é preciso seguir um método para suportar os momentos de turbulência
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De um lado, os investidores que partem do desempenho histórico das cotações dos ativos para tentar desvendar o seu comportamento futuro veem nos gráficos as respostas para todas as perguntas.
Do outro, muitos daqueles que buscam nos balanços das companhias as informações para decidir em que papéis é melhor investir consideram os gráficos uma bobagem.
É eterno o embate entre simpatizantes da análise gráfica e os que preferem a análise fundamentalista.
Mas um levantamento realizado pela CMA Educacional, escola que promove cursos voltados para o mercado financeiro, junto a seus alunos indica que a utilização da análise gráfica pode, sim, ajudar o investidor a obter maior lucro nos negócios com renda variável.
Dos alunos que responderam a um questionário sobre o assunto, 77% afirmaram que passaram a conquistar ganhos maiores com a aplicação dos gráficos às operações realizadas na bolsa de valores.
Os investidores contatados foram os egressos do curso de especialização em análise gráfica, direcionados a quem já tem conhecimentos básicos sobre o assunto.
"Não existe nenhum investidor que consiga só ganhar dinheiro", afirma o diretor de Marketing da CMA, Paulo Sergio Camolesi. "O que sempre sugerimos é que os investidores desenvolvam uma metodologia de operação para que consigam suportar os momentos turbulentos do mercado, quando eles normalmente agem de forma mais emocional do que racional", destaca.
O grande desafio do aplicador, portanto, está em buscar estabelecer suas metas de lucro, mas sem deixar de compreender seus próprios limites de perda, diz Camolesi - o que muitos investidores sem o foco grafista acabam esquecendo de fazer.
Falta de método
Mais do que propriamente usar os gráficos, talvez esteja em se dedicar, efetivamente, a aprender um método de análise o segredo para se dar bem no mercado.
O levantamento da CMA mostrou que, antes de conhecer a análise gráfica, cerca de um terço dos investidores tomava as decisões de investimento sem se basear em qualquer tipo de método de estudo - e que 46% deles procuraram se aperfeiçoar, fazendo cursos, em função de perdas financeiras obtidas com investimentos anteriores.
"O importante é definir o próprio perfil de investidor e seguir um método", avalia o vice-presidente da regional de São Paulo da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), Ricardo Martins, um fundamentalista nato.
O especialista avalia que os investidores, em geral, estão cada vez mais propensos a buscar ganhos de curto prazo na bolsa, o que também aparece na pesquisa (já que 46% dos respondentes afirmaram operar diariamente na bolsa).
E para conseguir lucro rápido, a análise gráfica é a alternativa mais adequada.
"A análise fundamentalista não consegue apontar para o investidor o melhor momento de comprar ou vender uma ação, e sim qual a ação mais interessante", lembra Martins, destacando que uma complementa a outra.
"O bom investidor precisa das duas linhas de interpretação do mercado", concorda o diretor da CMA.
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