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Tecnologia

Alog começa a expansão da internet no Brasil

Carlos Eduardo Valim   (cvalim@brasileconomico.com.br)
20/09/10 19:46


Raphael Bittencourt, gerente de redes da Alog, explica que entrada na nova web exige equipamentos de última geração

Raphael Bittencourt, gerente de redes da Alog, explica que entrada na nova web exige equipamentos de última geração

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O primeiro e atual padrão da internet, o IPv4, está próximo do esgotamento, tamanho o crescimento da rede mundial de computadores nos últimos anos.

Ou seja, como cada máquina tem um endereço, a previsão é que no Brasil eles terminem entre 2012 e 2014, segundo o Comitê Gestor da Internet.

Para permitir a continuidade da web, a segunda rede internet já está chegando. Alguns sites que o internauta acessa hoje já podem fazer parte da IPv6, a nova geração do Protocolo Internet. O projeto surgiu como alternativa ao IPv4 .

Após investimento de R$ 1 milhão em seus centros de processamento no Rio de Janeiro e São Paulo, no fim de 2009, a Alog Data Centers começou este ano a fornecer endereços de internet, na IPv6 de forma pioneira.

Hoje mais de 100 clientes da empresa de gerenciamento de infraestrutura de hospedagem de sites corporativos possuem páginas na IPv6.

Segundo o gerente da área de redes da Alog, Raphael Bittencourt, o protocolo para cada projeto é negociado com o cliente. "Eles têm um pouco de preocupação inicialmente. Mas confiam no expertise da equipe e resolvem fazer", afirma. "Assim, acabam adiantando um trabalho que terão de realizar em algum momento."

Quem deseja fazer um projeto de IPv6 hoje precisa instalar equipamentos de redes, como roteadores de nova geração que possuem a capacidade de se conectar com os dois protocolos.

A Locaweb, a maior empresa de hospedagem brasileira e com grande número de consumidores finais entre seus clientes, está em fase de análises. Um grupo de estudos está avaliando o impacto da migração na rede e o tempo para que a implementação aconteça. Mesmo sem o IPv6 ainda não estar amplamente difundido no Brasil, a expectativa da empresa é que isso mude radicalmente dentro de dois anos.

Os equipamentos desenvolvidos para a IPv6, por empresas como a Cisco Systems, hoje permitem que um usuário da IPv4 acesse um site IPv6, atravessando rapidamente, como se trafegasse em um túnel, toda a rede atual para chegar no endereço do outro padrão.

"Não deve haver uma migração de versão. A tendência é de que, quando toda a web estiver em IPv6, o IPv4 caia em desuso", afirma Bittencourt.

Fim da internet

Como a internet foi desenvolvida como uma ferramenta acadêmica, não havia a previsão do uso comercial da rede para a população mundial e muito menos o acesso por meio de aparelhos móveis e eletrônicos automatizados, como geladeiras, fornos micro-ondas, câmeras e sensores, que estão criando a chamada "internet das coisas".

Em 1983, a rede baseada no IPv4 tinha cerca de 100 computadores interligados e parecia muito distante o risco de todos os 4 bilhões de endereços serem ocupados.

Por isso, houve uma alocação de quase metade do total de IPs para as maiores redes, chamadas classe A. Elas foram distribuídas a 128 entidades ligadas à internet, como a Autoridade de Atribuição de Números de Internet (Iana), que foi incorporada pela atual gestora da rede, a Corporação de Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann).

Mas também algumas empresas, como HP, IBM, Apple, AT&T e GE, além do Massachusetts Institute of Technology receberam alocações classe A, contribuindo para que os espaços fossem ocupados de forma menos eficiente.

Com isso, já em 1998, o IPv6, começou a ser desenvolvida pela organização padronizador Força Tarefa de Engenharia de Internet (IETF).

Cada cliente com rede classe A, no novo padrão, terá 18 octilhões de endereços disponíveis, explica Bittencourt. "Será uma solução definitiva", diz.

Além de permitir um número quase que infinito de combinações, o IPv6 foi construído com aprimoramentos, como acesso para equipamentos móveis e segurança integrada.


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