Os alemães estão de olho nos R$ 50 bilhões que o Brasil terá que investir para preparar o país para a Copa do Mundo e a Olimpíada, respectivamente em 2014 e 2016.
"A Alemanha tem tecnologia e capacidade para atender todas as demandas do Brasil, seja para construção e renovação de estádios, seja para obras pesadas de infraestrutura", afirmou nesta quinta-feira (11) o ministro das relações exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, em almoço realizado para empresários dos dois países em São Paulo.
O principal interesse da Alemanha é atuar em projetos de energia limpa, biocombustível, projetos arquitetônicos de estádios, entre outros.
"O Brasil é um peso-pesado que ninguém mais pode ignorar. Que país do G20 vai crescer a uma taxa de 5% em 2010?", questionou.
De acordo com o ministro, a relação entre Brasil e Alemanha encontra-se em sua terceira fase.
A primeira foi a da imigração de alemães ao Brasil. A segunda remete à fase industrial, com o desenvolvimento da indústria automotiva alemã no país.
Agora, ele acredita que é hora de os dois países juntarem forças na oferta de produtos casados.
O ministro lembra que o Brasil tem muitas reservas de minérios e florestas, enquanto a Alemanha tem tecnologia de ponta.
Atualmente, há 1,2 mil empresas alemãs instaladas no país. Curiosamente, 800 delas ficam na Grande São Paulo, o que torna a região a maior concentradora de empresas alemãs no mundo.
Os maiores investimentos alemães da atualidade são os da ThyssenKrupp, de € 5,2 até 2010; Volkswagen, de € 1,3 bilhão até 2011; e MAN, de € 400 milhões até 2013.
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