Entre os bombeiros brasileiros que embarcaram ontem, há muitos que participaram das equipes de socorro à população de Angra dos Reis
Comunidade
Vinda de todo o mundo, cooperação inclui equipe de médicos, bombeiros e cargas de alimentos e remédios.
A Organização das Nações Unidas divulgou um boletim ontem, informando que cerca de 30 países e organizações internacionais prometeram ajuda para o Haiti e que a cifra já supera os US$ 400 milhões.
Os principais doadores são o Banco Mundial (Bird) e os Estados Unidos e cada um anunciou ajuda de US$ 100 milhões.
Além disso, o Fundo Monetário Internacional confirmou ontem que também destinará US$ 100 milhões ao país, abalado por um violento terremoto na noite de terça-feira, que pode ter causado a morte de cerca de 50 mil pessoas, segundo os últimos cálculos da Cruz Vermelha.
Em Otawa, o G20 confirmou seu "compromisso" de ajudar econômica e materialmente o Haiti, em comunicado oficial do governo do Canadá, que recebe este ano a cúpula do G20.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, além de prometer os US$ 100 milhões em ajuda ao Haiti, recrutou dois ex-presidentes americanos na missão, dizendo aos haitianos: "não vamos abandoná-los".
Obama disse a seus assessores que a resposta ao terremoto deve ser a prioridade do governo. O ex-presidente Bill Clinton, que já é um enviado especial da ONU para o Haiti, e o ex-presidente George W. Bush concordaram com um pedido de Obama para ajudar nos esforços de alívio da tragédia.
Obama conversou por telefone com Bush na noite de quarta-feira. "Os dois concordaram em tomar parte disso", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, prometendo mais detalhes nos próximos dias.
Ajuda vem do ar
Aviões carregados de equipamentos e pessoal de resgate dos Estados Unidos, França, Brasil e Venezuela já chegaram a Porto Príncipe A China enviou um avião fretado carregado com 10 toneladas de comida, equipamentos médicos e cães farejadores.
O Banco Mundial vai contribuir com US$ 100 milhões, a Coreia do Sul com US$ 1 milhão, a União Européia com US$ 4,37 milhões, o Canadá com US$ 4,8 milhões, o Japão com US$ 5 milhões e a Holanda com US$ 2,8 milhões. O Brasil prometeu enviar US$ 15 milhões.
No aeroporto de Porto Príncipe, as equipes de resgate desembarcavam em massa, em meio a toneladas de material de ajuda para os desabrigados pelo sismo, saturando o aeroporto.
As aterrissagens chegaram a ser suspensas, devido ao congestionamento no aeroporto. Embora a pita esteja em boas condições, a torre de controle está fora do ar e os vôos são realizados graças à experiência dos pilotos.
"Vamos enfrentar um desafio logístico importante", informou em Genebra a porta-voz do escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Elisabeth Byrs. Equipes se esforçam para tentar pôr em funcionamento a torre de controle "até o final do dia", afirmou.
"No momento, os aviões aterrissam no olho, é muito cansativo e um grande problema", explicou a porta-voz, pouco antes de ter sido anunciada a saturação do espaço aéreo haitiano.
O desafio para as equipes de resgate consiste em retirar rapidamente do aeroporto o material desembarcado e distribui-lo o mais rápido possível nas zonas devastadas.
Comentários
Últimas Notícias
- 21:00
Encerramento do Noticiário - 20:56
Primeiro dia da Lei de Acesso à Informação sistema tem 700 consultas - 20:44
Impacto do dólar sobre exportações levará tempo para ser sentido - 20:30
Rede Hortifruti investe em novas lojas ao longo de 2012 - 20:18
Grécia precisa se ater aos termos de resgate, diz Lagarde - 20:00
Fox Sports Brasil lança aplicativo para iPhone - 19:40
Com resultado operacional, ação da Petrobras sobe 4,33%









