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Ações da Petrobras e Vale assumem direções opostas

Mariana Segala   (msegala@brasileconomico.com.br)
09/06/10 07:29


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Os papéis da Vale e da Petrobras, os mais populares do Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores brasileira, estão assumindo direções diametralmente opostas nos últimos pregões.

Enquanto as ações preferenciais série A da Vale seguem de perto o desempenho médio do mercado, as preferenciais da Petrobras se descolaram - e para cima - depois de a empresa ter deixado claro, na semana passada, que captará recursos com uma oferta de ações para explorar o petróleo do pré-sal.

Os papéis da petrolífera encerraram o pregão de ontem cotados a R$ 29,66, enquanto os da Vale terminaram o dia valendo R$ 40,26.

Essa tendência, que se acentuou nos últimos quatro pregões, no entanto, tem cara de que poderá mudar, avaliam os analistas gráficos - que estudam o movimento histórico das cotações para inferir sobre o comportamento futuro dos ativos.

"Depois de subir quase 16% em dez dias úteis, os papéis da Petrobras começaram a apresentar, no gráfico, indícios de uma figura de reversão para baixo", afirma o sócio-presidente da consultoria de educação financeira YouTrade, Marcelo Coutinho.

As ações da Vale, por sua vez, encerraram o pregão indicando "indecisão" no gráfico, embora Coutinho acredite que a queda deva continuar.

Não por outra razão, o grafista Facundo Daniel Carrera, da XP Investimentos, recomenda aos investidores que se mantenham distantes - ao menos por ora - dos dois papéis mais negociados da bolsa.

Na visão do analista, para que qualquer movimento com estas ações seja feito com um mínimo de segurança ainda é necessário esperar alguns indicadores gráficos se concretizarem.

Resistências e suportes

Na visão de Carrera, as ações da Petrobras só devem continuar subindo com força caso consigam romper o patamar dos R$ 30 e fechar um pregão acima dele.

Trata-se da atual resistência do papel - nível tal de alta que passa a estimular a venda do ativo pelos investidores, a menos que seja ultrapassado. E os R$ 30 não são um patamar fácil de deixar para trás, avalia o analista.

"Ele já foi testado duas vezes, sem ser batido. Além disso, embute o efeito psicológico de ser um número redondo", explica.

No caso da Vale, o caminho para retornar a um movimento de alta consistente depende de o papel ultrapassar a resistência localizada nos R$ 43.

Ao mesmo tempo, o pior dos cenários está na possibilidade de as ações caírem abaixo do patamar de R$ 37,50, seu atual suporte - limite de queda que, se for perdido, pode desencadear novos recuos.

Por isso, para os que desejam se arriscar operando Petrobras e Vale, Carrera deixa um recado: "Só vale a pena se os movimentos forem muito rápidos e tiverem as perdas limitadas."

Atualmente, cada ação da petrolífera está valendo aproximadamente 75% do preço de uma ação da mineradora. A relação, historicamente, é favorável para os papéis da Vale.

Em 2008, após o anúncio da descoberta das reservas de petróleo da camada do pré-sal e às vésperas de eclodir a crise financeira internacional, as ações da Petrobras chegaram a ser negociadas por um valor mais alto que o dos papéis da Vale - a relação alcançou 117%.

Em geral, quando os preços dos dois papéis coincidem, o mercado trabalha para recuperar a relação histórica.

 


Comentários

Julio, Sao Paulo | 09/06/10 10:01
Toda vez que leio um Analista Técnico, a vontade é de rir, todos ficam em cima do muro, pode subir mas pode cair, depende da volatilidade do mercado, enfim todos são ridículos...


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