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Thaís Costa

Aberta a caixinha de maldades da Telefônica

23/12/09 10:03 | Thaís Costa - Editora Executiva do Brasil Econômico



Mesmo sem se considerar a principal atingida pela concorrência a ser criada pela Vivendi, que adquiriu a GVT e tem planos de desembarcar aqui no início do ano, a Telefônica gostou de saber que o Ministério Público Federal abriu um processo no Rio para apurar se a negociação feriu as regras da legislação brasileira, lesando os acionistas minoritários.

Não apenas gostou da iniciativa do Ministério Público como também está providenciando a sua reação contra a negociação da GVT.

"Não desconfiamos em nenhum momento da veracidade da Vivendi quando ela afirmou ter atingido a compra dos 57% do capital da GVT", afirmou fonte da Telefônica.

"Fomos ingênuos porque, ao que parece, as ações adquiridas de fato perfaziam parcela inferior de capital, não configurando a maioria do controle."

Há indícios segundo os quais, àquela altura, a Vivendi ainda não dispunha da maioria do capital em mãos e, portanto, não poderia ter considerado fechada a negociação de compra da empresa de telecomunicações em disputa.

O circo está armado. Daqui para a frente, a tendência é de pegar fogo. Ser enganada como criança não agradou aos brios da Telefônica, que promete abrir a sua caixinha de maldades e ir até o fim da disputa judicial que deve ser detonada em torno do processo.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por sua vez, não se manifesta nem contra nem a favor. Apura a negociação sem revelar os resultados de sua investigação.

Concorrentes aguardam o desfecho do imbróglio. Além da Telefônica, que atua em São Paulo e está impedida de crescer geograficamente, seriam afetados pela chegada da Vivendi a Net, a Globo e a Oi.

A Net tem a mesma clientela - os públicos de classe média e alta. A Globo pela produção de conteúdo, quesito em que a Vivendi desfruta de larga experiência nos países em que tem atuação fora do Brasil.

E, finalmente, a Oi, pela presença nos estados do Centro-Oeste, Sul e Nordeste, como a GVT.

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Thaís Costa é editora executiva do Brasil Econômico

 


Comentários

Vinícius Mendes, São Paulo | 23/12/09 17:18
Parece confusão de criança e a Telefônica parece o garoto que apronta mas fica bravo quando aprontam com ele.
É primeiro lugar na lista de reclamações do Procon e agora ficou bravinha com a concorrente. Ah, me polpe.


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