Um tema preocupante povoou as páginas dos jornais brasileiros na semana passada. O ministro da Justiça, Tarso Genro, reconheceu que o governo trabalha em um projeto que busca tornar obrigatória a distribuição aos empregados de parte do lucro das empresas.
Trata-se, sem sombra de dúvida, de uma das ideias mais estapafúrdias produzidas pelo atual governo - e só pode ser fruto da mente de burocratas sem a mínima noção do funcionamento do mundo real da economia.
A participação nos lucros, como princípio, é extremamente positiva. Caso venha como resultado de acordo entre patrões e empregados, ela se converte em um instrumento moderno, capaz de estimular ganhos de produtividade ao reconhecer o mérito dos colaboradores da empresa.
Compulsória, no entanto, ela perde esse efeito estimulante e se reduz a um imposto a mais. Se essa lei vier, portanto, ela será apenas um instrumento capaz de acrescer ao já insustentável Custo Brasil mais uma dessas mandracarias que tornam o país menos atrativo para investidores.
Os defensores dessa ideia sem pé nem cabeça haverão de argumentar que as empresas do Brasil têm exibido lucros estratosféricos e que não custaria nada repartir uma parte deles com quem as ajuda a construí-los.
O equívoco, nesse caso, é o da generalização. Ao tomar a parte pelo todo e tentar obrigar as empresas que produzem os lucros mais vistosos a dividi-los, uma lei como essa tornará insuportável a vida daquelas que mal conseguem remunerar o capital de seus acionistas.
O Brasil tem se tornado, nos últimos anos, um ambiente saudável para os negócios. Todos os indicadores para os próximos anos mostram crescimento e isso certamente significará mais negócios e mais empregos.
Este, aliás, é o mais infalível dos instrumento de justiça social: a expansão da economia que amplia as oportunidades e permite que as pessoas ganhem a vida com seu trabalho. O país está no limiar de um ciclo virtuoso. Não podemos permitir que os burocratas o prejudiquem.
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Ricardo Galuppo é diretor de redação do Brasil Econômico
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Desculpem meter foice em ceara alheia mas isso parece coisa de Hugo Chavez. O Brasil necessita descolar de populismo barato que sai muito caro depois.
mas o empresario vai dar um chapéu nisso aí.
o governo está sempre inventando jeito de dar dinheiro em troca de nada pro empregado que nao vale nada.
mas o empresario vai inventando jeito de pular fora igualzinho.
se uma lei dessas passa, a terceirizaçao vai entrar com tudo.
ninguem quer pagar um fixo pro empregado, quando tudo em volta flutua.
o empreendedor quer alguem pra navegar junto, nao pra carregar nas costas.